Bate-papo com Marcos Moraes, que coordena e acompanha a residência artística FAAP desde sua criação

Como a proximidade com a Cité des Arts ajudou na implantação da Residência?
Quando surgiu a possibilidade de utilizar o edifício Lutetia, minha sugestão foi fazer algo nos mesmos moldes e essa ideia foi ganhando corpo. A Residência Artística FAAP surge como forma de contribuir para a cidade, e sua criação teve bastante relevância, pois não havia nada parecido em São Paulo na época. A ideia vem da experiência com a Cité, mas o projeto se configura a partir da experiência com os outros programas parceiros.

De que forma o modelo daqui se diferencia do parisiense?
Como temos um curso de Artes Visuais, os artistas participam também das atividades acadêmicas – o que não acontece na Cité. Existe o desejo e a necessidade de aprofundar a troca com os alunos, e os residentes também podem utilizar as oficinas da Fundação, além de ter acesso à biblioteca, ao museu e a toda a estrutura que a FAAP oferece.

Como se deu a parceria com a Bienal e a vinda dos primeiros artistas?
Fazia parte do programa curatorial da Lisette Lagnado [curadora da Bienal de 2006] um programa de residências artísticas. Nós recebemos dez artistas que vieram para a exposição, ou seja, a FAAP apoiou um projeto novo, que mudou a história da Bienal. A residência faz com que o artista saia do seu cotidiano para um tempo e um espaço especiais, que permitem produzir em deslocamento e possibilitam as trocas e a convivialidade.