Há sete anos, a atriz italiana Claudia Cardinale veio ao Teatro FAAP na Mostra Internacional de Cinema para falar sobre sua longa carreira de sucesso

Era novembro de 2012 e acontecia a 42a Mostra Internacional de Cinema. Dessa vez com a presença da atriz italiana Claudia Cardinale, que estava nas telas com O gebo e a sombra (2012), do diretor português Manoel de Oliveira. Dona de beleza e talento notáveis, foi recebida com muito carinho pelo público, em uma conversa mediada pelo jornalista Rubens Ewald Filho no Teatro da FAAP. “Eu tive a missão de produzir os trechos dos melhores filmes dela, que aliás são muitos”, conta Rubens, que considera 8½ (1963), de Federico Fellini, seu favorito. O bate-papo relembrou grandes momentos da trajetória da atriz, que, na época, já contava com mais de cem filmes no currículo.

Claudia Cardinale ao lado do professor Máximo Barro

A atriz se lembrou do acaso que deu início à sua carreira. Ela contou que estava ajudando sua mãe em uma festa beneficente do consulado italiano, onde também acontecia uma eleição para a mulher mais bonita da Tunísia. De repente, alguém a puxou para o palco e colocou a faixa em seu corpo. Resultado: ganhou uma viagem ao Festival de Veneza e os papparazzi caíram em cima. A partir daí, diretores de cinema passaram a convidá-la para seus filmes.

Rodeada de convidados e do público

Seu trabalho preferido foi Fitzcarraldo (1982), com a direção caótica de Werner Herzog. “Começamos o filme com o Jason Robards, mas, depois de duas semanas, como não tinha o que comer, ele subiu em uma árvore e queria um New York steak. Tiveram que chamar um psicanalista para fazê-lo descer. Depois recomeçamos com o Klaus Kinski. Ele era um louco de pedra, mas eu não tinha medo. Sei me defender.”

A atriz entre professores dos cursos de Comunicação e Marketing da FAAP, entre eles, o diretor e professor Rubens Fernandes Junior (atrás da atriz, de cinza)

Claudia não precisou dizer nada para mostrar que nem só de beleza se faz uma grande carreira no cinema. E que o acaso que a levou às telas da Europa e do mundo foram tão certeiros quanto a sua atuação.