Tradição entre os alunos, o trote solidário da fundação aposta em atividades sociais como forma de interação entre calouros e veteranos

A FAAP foi uma das primeiras faculdades a conseguir acabar com o trote convencional – aquele que hostiliza os calouros e tem brincadeiras desagradáveis ao redor do campus –, de acordo com Andrea Sendusky, gerente do departamento de Responsabilidade Social da Fundação. Em vez disso, desde 2009 calouros e veteranos participam juntos de atividades sociais, como visita a entidades carentes, programas culturais e oficinas. Conheça agora como ele funciona.

O TROTE QUE DÁ CERTO

• Nos últimos anos, mais de 14 mil quilos de alimentos foram arrecadados

• Quase 400 veteranos já participaram de ações sociais relacionadas ao Trote Solidário

• 32 entidades beneficentes foram ajudadas

Eu sou de Curitiba e sempre ouvi coisas negativas a respeito dos trotes das faculdades de São Paulo. Isso era uma coisa que me preocupava. Mas, quando descobri que o trote da FAAP tinha este caráter social, fiquei mais tranquila e animada. Acredito que reunir calouros e veteranos para fazer algo maior, como uma ação voluntária, é a melhor forma de criar uma integração entre os alunos. Tenho certeza de que essa foi uma das razões de eu ter me tornado tão próxima das minhas veteranas. Desde o primeiro momento já criamos uma identificação. A recepção de boas-vindas foi tão legal, que fiz questão de participar dos outros eventos sociais, como a oficina de criatividade. – Ingrid Buccieri, aluna do 1º semestre de relações internacionais

AS ETAPAS DO TROTE SOLIDÁRIO

1. Boas-vindas

Na primeira semana de aula, os novos alunos participam de eventos de confraternização, cuja entrada são alimentos não perecíveis. “É importante ter uma inciativa como esta, para que os calouros se sintam confortáveis para interagir e fazer amigos”, diz Manuela Ceragioli, aluna do 5º semestre de Publicidade e Propaganda. A próxima recepção dos novos alunos acontece dia 3 de agosto.

2. Visita

Os alimentos arrecadados são doados para entidades beneficentes, como Criança/Aids – PCA e Associação Civil, que atendem crianças HIV positivo. Um grupo dos próprios alunos vai às instituições fazer a entrega.

3. Em ação

Semestralmente, os estudantes também são convidados para participar de uma atividade social. Este ano, os alunos realizaram uma oficina de criatividade com 30 crianças de 6 a 8 anos. “É um momento de troca muito bacana”, conta Andrea. Em novembro, acontece a segunda ação do ano.