A estilista Daianne Bohn tem olhar apurado na hora de criar e faz questão de testar as peças no próprio corpo

As bonecas que marcaram a infância de Daianne Bohn tinham um diferencial: roupinhas costuradas por sua própria dona. Na escola, quando muitas das crianças só queriam saber de sujar o uniforme, a estilista de Santa Catarina fazia questão de escolher seus looks na noite anterior.

A paixão pela moda ganhou ainda mais força quando Daianne começou a trabalhar como modelo. Mas foi só depois de uma temporada em Londres, onde estudou produção musical e passou a atuar também como DJ, que ela decidiu abraçar de vez o universo fashion e se matriculou na faculdade de Moda da FAAP. “O curso me deu a base necessária em modelagem e criação. Conquistei o olhar mais técnico que precisava para trabalhar”, explica ela, fã do estilista Thierry Mugler.

Com diversas oficinas, a graduação também serviu para que a catarinense explorasse suas habilidades, caso da costura – “uma terapia”. “Adorava as aulas de moulage. Se o professor pedia para fazer uma blusa, eu criava o look completo e testava tudo em mim”, relembra.

Sua última coleção, por exemplo, focada em quimonos, surgiu durante uma viagem ao Japão. “Comecei a usá-los em diferentes ocasiões e me apaixonei pela ideia. Eu me considero o suporte para a minha própria arte.”

01_Máquina de costura Singer
“Foi herança da minha avó. É uma relíquia que inspira meus trabalhos manuais.”

02_Manequim
“Uso para testar modelagens, além de novas combinações de tecidos e estampas.”

03_Mood Board
“É uma ferramenta muito útil para visualizar cores, combinando-as com os croquis e designs japoneses que inspiram minha coleção.”

04_Caixa de acessórios
“Guardo itens essenciais para criar, como fita métrica, tesoura e alfinete.”

05_Computador
“É através dele que cuido da identidade visual da minha marca.”

06_Quadro
“Adoro olhar essa gravura da era vitoriana, de 1854, que achei em um antiquário de Londres.”