Diretor de criação da Lumini, o designer Fernando Prado gosta de fazer seus projetos à mão

Formado em Desenho Industrial pela FAAP em 1995, o designer Fernando Prado sempre gostou do aprendizado prático que teve na faculdade. “Adorava trabalhar nas oficinas e mexer nas ferramentas. Me lembro até hoje de fazer os primeiros protótipos de luminárias ali”, diz. Diretor de criação da Lumini, empresa especializada em design de luz, o paulistano coleciona prêmios internacionais e nacionais com seus projetos, entre eles o selo IF Gold, o German Design Award e o concurso do Museu da Casa Brasileira.

Seus produtos prezam, mais do que pela beleza, pela utilidade. “A fronteira entre o simples e o pobre é muito estreita, então tenho um desafio grande. Não crio produtos para ficarem ociosos: quanto mais as pessoas usam, melhor eles se adequam aos ambientes”, conta.

Na hora de criar, Fernando usa a técnica que aprendeu com o pai, arquiteto: fazer seus desenhos à mão. “É um exercício de pensamento, de transpiração em cima do papel”, revela.

Mesa de trabalho

01_Escalímetro
“Como desenho à mão, uso bastante este tipo de régua. Meus croquis finais já saem em escala.”

02_Croqui
“O primeiro desenho no papel é para estimular a criatividade. No final, já trabalho com os materiais e as medidas.”

03_Paquímetro
“O processo criativo não está só no papel. A gente desenha com as peças, este instrumento mede a espessura.”

04_Lapiseira
“Tenho uma coleção. Uso espessuras diferentes de grafite. A marca que mais gosto é a Koh-I-Noor, da República Tcheca.”

05_Protótipo
“É o produto-teste finalizado. Ele é importante para ver se é preciso fazer algum ajuste.”

06_Livro
“WA, a essência do design japonês: gosto da delicadeza e da simplicidade do design japonês.”