O designer de pranchas Gregório Motta fez da paixão pelo surf seu próprio negócio

Gregório Motta fez sua primeira prancha em 2002. Na época, ainda estudante de Desenho Industrial na FAAP, aquilo era só um passatempo. Aos 22 anos, ele estava certo de que seguiria os passos do pai, o arquiteto e designer de móveis Carlos Motta, que foi professor na FAAP de 1999 a 2006.

“Meu projeto de conclusão de curso foi uma estação de trabalho modular, que caberia em qualquer escritório”, lembra. Hoje, aos 35 anos, sua mesa de trabalho não passa de um cavalete – invariavelmente com uma prancha em cima – e o clima do seu ateliê nada lembra o de um escritório.

“Consegui juntar minha paixão pelo surf com tudo aquilo que aprendi na faculdade”, diz o shaper, que desde 2004 comanda a Aerofish, empresa que faz pranchas sob medida para surfistas. Na loja, localizada no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, além do showroom, os clientes têm livre acesso ao seu ateliê. “Eles podem lixar e pintar as próprias pranchas”, conta. Foi o jeito que Gregório encontrou de multiplicar uma das melhores sensações que já sentiu: cair na água com um prancha feita por ele.

Mesa de trabalho

01_Surform
“Esta ferramenta é cheia de furinhos, parece um ralador. Serve para acertar as bordas.”

02_Paquímetro
“Com ele, meço a espessura da prancha. Quanto maior ela for, mais fácil de flutuar.”

03_Bloco
“A prancha é feita de uma espuma rígida, chamada poliuretano. Eu trabalho em cima deste bloco.”

04_Régua
“Feita de acrílico translúcido, a luz que passa por ela mostra o número exato da largura, o que me ajuda.”

05_Lixadeira
“Quando canso de lixar no braço, uso as lixadeiras elétricas para afinar as pranchas.”

06_Iluminação
“Posiciono a luz na lateral, para que apareçam os sombreados, e eu veja detalhes e possíveis erros.”

07_Tinta
“Uso guache na hora de pintar e dou um banho de tecido de poliéster como acabamento.”