O artista plástico Rodolpho Parigi usa o corpo humano como referência para criar pinturas, desenhos e fotografias

A relação de Rodolpho Parigi com a arte começou cedo. Ainda pequeno, ele rabiscava todas as paredes do quarto com seus desenhos. “A arte sempre foi a forma mais divertida e fácil de me expressar”, diz. O que era brincadeira de criança virou coisa séria anos depois, quando o paulistano decidiu que era com arte que queria trabalhar. Em 2003, aos 20 anos, se matriculou no curso de Artes Plásticas da FAAP.

“Foi nos primeiros anos da faculdade que me aprofundei na arte contemporânea e comecei a pensar em como desenvolver alguns trabalhos”, conta. Hoje, aos 37, é representado pela galeria Nara Roesler, uma das maiores do país, e já expôs em mostras realizadas no Rabitthole Space, em Nova York, no Instituto Tomie Ohtake e no Museu de Arte Brasileira da FAAP, em São Paulo.

Parigi tem no corpo humano e em sua anatomia os pontos centrais de sua pesquisa, e produz principalmente pinturas e desenhos, além de fotografias e instalações – suas obras são comercializadas no mercado por valores que variam de R$ 10 mil a R$ 80 mil.“Minha profissão é minha vida: esquizofrênica e deliciosa. É preciso estar fora do controle para fazer algo sensível”, declara.

Mesa de trabalho

01_Cartela de cores na parede
“Sempre tenho uma por perto. Elas me ajudam a criar.”

02_Canetas
“Da marca Tombow, são meus instrumentos de trabalho há anos e dão unicidade ao que faço.”

03_Atlas de anatomia
“Tenho há 30 anos. Um tio médico esqueceu na casa dos meus pais e ficou para mim.”

04_Tripé
“Uso como mesa de suporte para muitos objetos: canetas, livros, lápis, nanquim e qualquer coisa que esteja usando para desenhar ou pintar.”

05_Papel fabriano
“Uso para desenhar. Gosto da cor dele – que me lembra uma pele clara – e de sua superfície aveludada e resistente.”

06_iPad
“É meu guia para consultas de imagens e outras referências.”