Em 2011, a FAAP recebeu a visita do príncipe Albert II para inaugurar a mostra sobre sua mãe, Grace Kelly, e palestrar para um grupo de alunos

Musa de Alfred Hitchcock e diva do cinema hollywoodiano dos anos 50, Grace Kelly nasceu na Filadélfia, nos Estados Unidos. Filmando em Mônaco, a atriz conheceu Rainier III, o príncipe europeu. Em poucos meses, os dois foram protagonistas de um romance real e de um casamento que ganharam o noticiário internacional. A atriz americana se tornou, então, Grace de Mônaco.

Em 2011, em homenagem à trajetória da princesa, morta em 1982, a FAAP trouxe a exposição Os anos Grace Kelly – A princesa de Mônaco. Na ocasião, o príncipe Albert II, filho da união entre Grace e Rainier, veio a São Paulo para abrir e celebrar a mostra dedicada à mãe. Com curadoria de Frédéric Mitterrand, na época ministro da Cultura da França, a exposição reuniu mais de 900 itens que revisitaram a vida da mulher que conquistou Hollywood e o Principado de Mônaco. Entre eles estavam fotografias, filmes, vestidos, joias, acessórios, quadros, cartas que Grace escreveu e recebeu de amigos, como rainha Elizabeth, Greta Garbo, Frank Sinatra, Alfred Hitchcock e Jacqueline Kennedy.

Membro do Conselho de Administração da Fundação Albert II de Mônaco, o embaixador Rubens Ricupero recorda que o príncipe aproveitou sua estadia na cidade e tomou a iniciativa de pedir à FAAP que organizasse um encontro dele com os estudantes mais afeitos às questões internacionais. Os escolhidos foram 20 alunos do curso de Relações Internacionais, convidados pelo professor Marcus Vinícius. O encontro aconteceu de forma bastante informal, em uma sala de aula. “Foi uma conversa íntima e descontraída entre os alunos e o monarca. Certamente, algo que marcou cada um daqueles estudantes”, conta Marcus.

Ricupero ainda diz que Albert II preferiu que somente ele e os estudantes participassem do encontro, sem a presença de diretores ou professores, que poderia ser inibidora. “O príncipe ficou extremamente impressionado com a desenvoltura, o desembaraço, o preparo e o domínio de idiomas dos alunos da FAAP. Ele ainda destacou o conhecimento que os estudantes revelaram sobre questões internacionais,” relata o embaixador, que também é diretor da Faculdade de Economia da FAAP. “Essa instituição reflete o interesse pessoal do príncipe em tudo o que diz respeito às questões ambientais, traço que caracterizou também seu bisavô, o príncipe Albert I, um dos fundadores da moderna ciência da oceanografia e iniciador do famoso Museu Oceanográfico de Mônaco.” A Fundação se concentra principalmente nas questões da mudança do clima, da biodiversidade e dos problemas da água.

O príncipe ficou extremamente impressionado com a desenvoltura, o preparo e o domínio de idiomas dos alunos da FAAP. Ele ainda destacou o conhecimento que eles revelaram sobre questões internacionais. –
Embaixador Rubens Ricupero