Da China à Alemanha, seis profissionais formados na FAAP contam como é viver – e fazer carreira – no exterior

Maria Carolina Koch Rossi, Ricky Mastro, Caroline Palhares, Maurício Suzuki, Fabiana Corrêa, Estephan Quass. O que eles têm em comum? Além de terem estudado na FAAP, nos mais diversos cursos, todos eles conseguiram se estabelecer no exterior, onde desenvolvem hoje uma carreira profi ssional marcada pelo êxito. Isso não se deve à sorte. E eles nem são, tampouco, os únicos ex-alunos da FAAP a conseguir essa proeza. “Projetar uma carreira em qualquer lugar do planeta tornou-se natural para os nossos estudantes”, afirma a professora Fernanda Magnotta, coordenadora do curso de Relações Internacionais. “A FAAP oferece uma formação internacional desde o primeiro dia de aula. Isso signifi ca que o aluno desenvolve, durante sua passagem pela instituição, um mindset verdadeiramente global.”

Na FAAP, os alunos têm a oportunidade rara de ficar frente à frente com figuras exponentes dos mais diversos países e das mais distintas áreas – como Bill Clinton, Christian Lacroix, Mario Testino, Francis Ford Coppola – em palestras organizadas pela Fundação. “Poder ouvir e interagir com essas pessoas é um ganho inestimável”, diz Fernanda.

Além disso, os estudantes também podem participar do programa de intercâmbio da FAAP, que tem convênio com mais de 380 instituições em 50 cidades do mundo. Do mesmo modo, a Fundação recebe estudantes estrangeiros, transformando o campus num  território multicultural. Paralelamente a isso, a FAAP promove viagens de curta duração – chamadas de missões – nas quais os estudantes, acompanhados de professores, fazem uma imersão na cultura e política dos países visitados e ainda têm contato com o mercado profissional, indo a empresas e conversando com especialistas. “A FAAP parte do princípio de que preparar o profissional para os desafios no mundo globalizado inclui desenvolver competências interculturais. Não basta treinar as habilidades linguísticas. É preciso promover uma série de aptidões para lidar com pessoas de outras culturas, e é o que fazemos desde o início da graduação”, afi rma Lourdes Zilberberg, diretora de Internacionalização. “Isso é um diferencial, pois o ambiente multicultural nada mais é do que o ambiente que o aluno vai encontrar no mundo dos negócios, seja no Brasil ou no exterior.” Veja agora a trajetória de seis alunos que aproveitaram a FAAP – o curso com sua sólida formação, sua estrutura de excelência e as iniciativas internacionais – e que agora estão trilhando um caminho profissional de sucesso longe de casa.

MARIA CAROLINA KOCH ROSSI,
26 ANOS, SE FORMOU EM R.I. EM 2011 E HOJE ESTÁ NA EMPRESA ALIBABA, NA CHINA, ONDE PLANEJA ESTRATÉGIAS INTERNACIONAIS

De uma coisa Carolina não se esquece: quando passou no vestibular, o professor Luiz Alberto de Souza Aranha Machado, vice- diretor do curso de Economia, telefonou num sábado à tarde para lhe dar os parabéns. Ela havia conquistado a quinta colocação no concurso para Relações Internacionais e ele queria lhe desejar as boas-vindas. “Fiquei emocionada. Uma pessoa tão ocupada se dispor a fazer isso…”, lembra. Era o começo de uma parceria marcada pela atenção, diz ela, com resultados que se tornariam muito visíveis.

Antes mesmo de escolher o curso, Maria Carolina já havia decidido que um dia iria morar fora. Quis se diferenciar da maioria e não só fixou foco na China como começou a fazer aulas de mandarim aos 16 anos. Mas foi através da FAAP que ela conseguiu ter o primeiro contato direto com o país, em 2010. Por ter as melhores notas entre os candidatos, ela ganhou um lugar na comitiva da FAAP que integrou o estande da prefeitura de São Paulo na Expo Xangai, onde trabalhou como voluntária, recebendo o público chinês. “Para quem pensa em morar fora, viagens como essa são maravilhosas. Eu ganhei vivência com isso tudo, foi importante para decidir de fato se me arriscaria no país mais tarde. As missões estudantis da FAAP ajudam a desvendar o desconhecido e dão segurança para o aluno fazer sua escolha no futuro.”

De volta a São Paulo, ela conversou com o professor Machado sobre a ideia de se especializar no comércio entre China e Brasil. Não só recebeu seu apoio como uma indicação para fazer uma entrevista na empresa de importações Comexport, para a área de comércio de materiais têxteis. Na entrevista, tudo saiu melhor do que o esperado. Ofereceram o cargo de estagiária no Brasil – e prometeram ainda um cargo na China quando se formasse. “Era tudo o que queria.” Após concluir o curso, embarcou sozinha, aos 22 anos, para Xangai, onde atendia clientes do Brasil. O plano era ficar dois anos por lá, porém, após um ano e pouco, a Alibaba – empresa especializada em e-commerce – lhe fez uma proposta. Ela aceitou e trocou Xangai, conhecida como a “Nova York do Oriente”, por Hangzhou, uma cidade “mais fechada culturalmente”, onde tem a tarefa de bolar estratégias de marketing para o Brasil, com parcerias com Apex (agência que promove as exportações dos produtos e serviços do Brasil), Sebrae (o centro de apoio a micro e pequenas empresas) e o foco em pequenas e médias empresas. “O apoio e a orientação dos professores da FAAP foram essenciais para a minha trajetória.”

MAURÍCIO SUZUKI,
28 ANOS, SE FORMOU EM DESIGN DE PRODUTO EM 2010 E HOJE DESENHA PEÇAS DE AUTOMÓVEIS NA VOLKSWAGEN NA ALEMANHA

O que vale no trabalho de um designer é o potencial criativo. Essa é a crença pessoal de Maurício, que decidiu fazer uma nave espacial no trabalho de conclusão de curso na FAAP, sob orientação do professor Fábio Righetto, hoje diretor do curso de Artes Plásticas. “Precisava mostrar o quão fundo posso ir”, argumenta. Na época, o aluno já tinha um foco de mercado definido: o automotivo. Frequentava eventos do nicho, assistia a apresentações de TCCs sobre veículos, ia a todas as palestras com pessoas do mercado trazidas pela FAAP – como o Raul Pires, que chefiou o design da Bentley, e Sangyup Lee, do Chevrolet Camaro – e interrogava sem medo. “Perguntava que caneta usavam,  qual o papel, enchia o saco do pessoal. Nisso, acabei fazendo muitos contatos.”

Ter na FAAP professores que atuam no mercado também foi muito importante na carreira de Maurício. Foi na agência do professor Righetto que ele conseguiu seu primeiro estágio, onde passou a desenhar produtos como fi ltros de água e escovas de dente. Graças ao portfólio elaborado nos tempos de faculdade e no estágio, Maurício conseguiu entrar no departamento de desenvolvimento da empresa da PSA Peugeot Citröen em São Paulo e participou, recém-formado, do facelift (como é chamado o ajuste de estilo) do Citröen C3 para o mercado brasileiro. No ano seguinte, abordou o brasileiro Marco Pavone, gerente de design da Volkswagen e criador do carro Up!, ao final de uma palestra, e lhe entregou o seu portfólio. Dois meses depois, veio o e-mail de Volksburg, convidando-o para uma entrevista de trabalho. Mais três meses e Maurício estava em solo alemão, bem a tempo da Oktoberfest. Desde 2012, desenvolve projetos com os times de marketing e engenharia da Volkswagen, desenhando carroceria e peças de automóveis. “Trabalhar na matriz da maior montadora da Europa é um orgulho. Aqui posso mostrar a minha criatividade que foi despertada e exercitada ao máximo nos projetos e aulas da FAAP.”

FABIANA CORRÊA,
37 ANOS, SE FORMOU EM RÁDIO E TV EM 2001, CONCLUIU PÓS EM HISTÓRIA DA ARTE EM 2005 E HOJE É GUIA EDUCADORA NA FUNDAÇÃO CATEDRAL SANTIAGO DE COMPOSTELA, NA ESPANHA

Desde a graduação, Fabiana intercalou as aulas de Rádio e TV do curso de Comunicação com disciplinas de Artes Plásticas, através do programa de Formação Múltipla, da FAAP, que permite ao aluno fazer até quatro matérias por semestre, de qualquer outro curso. Ali teve o primeiro contato com a fotografia, paixão que desabrochou numa viagem a Londres, onde passou dois anos depois de se formar. Antes de voltar a São Paulo, percorreu o Caminho de Santiago e conheceu de perto as igrejas em estilo românico. “Elas são muito representativas de uma época e de um poder”, diz. “Gostei muito daquele lugar. Tanto que voltei pra lá depois.”

Entusiasmada com o que viu, decidiu investir numa pós-graduação em História da  Arte na FAAP e mergulhou nessa área. “Os professores da pós, assim como os da graduação, eram muito entusiasmados e estabeleciam vínculos conosco. Eu havia começado a fotografar e pude contar com a ajuda prática deles nos meus primeiros trabalhos. Essa convivência me fez sair de lá muito segura”, conta Fabiana. Assim, ela passou a arriscar mais e a explorar temáticas diferentes em seus trabalhos, entre eles o projeto autoral de registro em polaroides, que já tem 14 anos.

Ao terminar a pós, em 2005, pegou a estrada novamente e realizou seu sonho de voltar à Espanha. Lá, aproveitou e fez um mestrado em criação e pesquisa em arte contemporânea na Universidade de Vigo usando o seu projeto de polaroides como base, e continuou estudando fotografia e história da arte. Foi nesses cursos complementares que Fabiana percebeu o valor da bagagem educacional que levara do Brasil. “A formação que recebemos na FAAP é muito sólida, em todos os sentidos. Foi maravilhoso frequentar laboratórios com equipamentos de ponta. O aluno pode acompanhar o mercado como um profissional. E isso faz toda a diferença.” Há cinco anos, trabalha como guia educadora na Fundação Catedral Santiago de Compostela, recebendo visitantes e pesquisadores como os do museu Metropolitan, de Nova York, no edifício do século 11. “Se desempenho bem meu trabalho, devo muito à FAAP. Os professores se preocupavam muito com a formação teórica, além da prática. Recebi muito conhecimento. E uso tudo isso hoje.”

ESTEPHAN QUASS,
34 ANOS, SE FORMOU EM DESIGN DE PRODUTO EM 2010, FEZ PÓS EM DESIGN DE INTERIORES EM 2012 E HOJE VIVE EM LOS ANGELES, ONDE PROJETA CENÁRIOS DIGITAIS PARA GRANDES PARQUES

Quando teve de escolher entre Design Gráfico ou de Produto, ele não teve dúvida em optar pelo último. “Os professores abriram minha mente, e eu me apaixonei por essa área.” Em especial o coordenador Milton Francisco Júnior. “Ele atuava no mercado, me mostrava na prática como uma ideia podia se materializar.”

Nas oficinas da faculdade, passava horas se dedicando aos trabalhos. “A estrutura da FAAP é incrível, dava pra materializar qualquer coisa lá. Minha preferida era a de madeira. Lá criei muitos objetos, como um carrinho de rolimã, um carrinho de garrafa pet que funcionava com força elástica e uma máquina de pinball”, lembra. O portfólio montado ao longo da graduação abriu as portas para o mercado. Um ano antes de se formar, tentou uma vaga no departamento de cenografia do canal SBT e conseguiu.

Em paralelo ao trabalho, passou a frequentar a pós de Design de Interiores na FAAP – queria se aprofundar ainda mais nos estudos. “Todo mundo que trabalhava com cenografia havia feito esse curso. Decidi fazer também! Tive aulas conceituais muitos legais. A pós me ajudou muito a pensar em soluções criativas no meu trabalho.” No SBT, Estephan reformulou o cenário do programa de Silvio Santos, tornou-se responsável pelas gincanas do canal, mas logo começou a sentir os limites da carreira no Brasil. Por aqui, não havia tantos cargos de chefia no design de entretenimento pelos quais ele pudesse almejar. Decidiu então partir para os Estados Unidos, a “Meca” do design de entretenimento.

Em 2013, aos 31 anos, começou a trabalhar em Los Angeles, depois de um curso de cenografia que serviu como porta de entrada ao país. Um dos primeiros contratantes foi a premiada empresa de estrutura para shows e eventos esportivos Brown United. “Eles ofereciam seus produtos em projetos em duas dimensões. Mas levei novas ideias de design, com base no que vi na FAAP e aprendi na carreira. Sugeri fazer apresentações em 3-D – mostrando como eram os andaimes que a empresa podia fazer. Com isso, eles começaram a vender muito mais.” Assim, Estephan acumulou clientes como o festival de música e arte Coachella, o evento esportivo XGames, e a marca de bebidas RedBull e foi visto por um headhunter, que direcionou seu trabalho para os parques temáticos.

Hoje, ele trabalha como autônomo nessa área. Seu trabalho mais recente incluiu desenhar as terras de Smurfs, Shrek e Kung Fu Panda para a Dubai Parks, uma tríade de parques temáticos programados para inaugurar no fi nal de 2016 nos Emirados Árabes. “Quando faço um trabalho, cobro bem e entrego mais do que me pedem. Isso começou com a exigência dos professores da FAAP.”

CAROLINE PALHARES,
26 ANOS, SE FORMOU EM ECONOMIA EM 2012 E HOJE É ANALISTA DE FINANÇAS DA BASF, NA ALEMANHA

 Desde janeiro de 2016, Caroline é especialista em controle e finanças no setor de tintas da multinacional BASF, em Münster, na Alemanha. Trabalha na maior indústria química do mundo, com portfólio de mais de 8 mil produtos, e realiza o sonho antigo de morar fora. Do seu escritório, troca informações com ex-colegas e cultiva a rede de contatos que criou na graduação. O début profissional foi na própria BASF, onde passou a assessorar o diretor financeiro sobre os indicadores econômicos. Como o cargo exigia seis horas diárias, mudou o curso para a noite. “A FAAP foi fundamental para eu iniciar minha carreira de modo sólido. Em outras faculdades as aulas eram picadas ou exigiam dedicação em tempo integral nos dois primeiros anos. Na FAAP, podia escolher entre a turma da manhã e a da noite. Isso me possibilitou conciliar o estudo com o trabalho, que era algo que queria muito fazer.” De estagiária de macroeconomia, Caroline avançou para as avaliações de investimentos e relações com a Alemanha, aproveitando o idioma que aprendera no colégio.

Em 2010, quando estava no 3o semestre do curso e há poucos meses na BASF, pediu uma pausa para fazer intercâmbio pela faculdade, de dois meses, na London School of Economics – e realizar, mesmo que brevemente, o antigo sonho de viver fora. De Londres, ela saiu com o currículo turbinado, com uma rede de contatos ampliados e com a vontade de voltar a morar na Europa. “Essa troca com gente do mundo todo me deu experiência internacional, conheci culturas diferentes, e tive a oportunidade de ter aulas com renomados professores. Isso devo à FAAP.”

De volta ao Brasil, às aulas noturnas e à BASF, já tinha um plano estruturado para o futuro internacional. Com dois anos e meio de casa, Caroline foi efetivada e passou a trabalhar oito horas diárias. Trabalhava o dia todo e, à noite, frequentava as aulas de seu último ano. Ainda tinha fôlego para sair com os amigos na sequência. “Aos fins de semana, estava morta”, diverte-se. O esforço valeu a pena. Em 2014, ela foi promovida no setor de tintas e passou a ser responsável pelos investimentos para a América do Sul. No ano seguinte, conseguiu entrar no processo de realocação da multinacional e conquistar seu primeiro destino: Münster. Deixou a casa dos pais e se mudou para a cidade alemã, onde está há um ano. “Não ressenti a mudança. Me sinto muito preparada para viver aqui. Principalmente por conta da base sólida que construí na graduação.”

RICKY MASTRO,
38 ANOS, CINEASTA FORMADO EM 2008 E HOJE PRODUZ FESTIVAIS, ATUA COMO JURADO EM COMPETIÇÕES INTERNACIONAIS E VIVE EM TOULOUSE, NA FRANÇA

 No primeiro ano do curso de Cinema, em 2005, Ricky ouviu do professor João Guedes o conselho que marcaria sua carreira: “Faça um filme por semestre”. “Isso fez toda a diferença. Terminei a graduação já tendo o que mostrar, fiz cinco fi lmes durante o curso aproveitando toda essa megaestrutura da faculdade.” Apaixonado por cinema desde a adolescência, o paulistano preparava cada pitch e roteiro com determinação e vivia trocando ideia com os professores. Foi com o apoio deles que criou a Mostra da Diversidade na FAAP em 2006, projeto que teve sua curadoria pelos seis anos seguintes. “Sempre quis fazer cinema LGBT e pensei que a FAAP, sendo uma faculdade à frente, deveria ter uma mostra sobre o tema. Quando sugeri para a direção, tive apoio imediato”, lembra. Para ele, o incentivo dos professores foi essencial para o sucesso do projeto. “Tive carta branca para fazer o festival no auditório e eles ainda divulgaram o evento, compareceram à mostra e alguns integraram um debate que realizamos sobre o tema.”

Diferente de colegas mais jovens, Ricky tinha a experiência a seu favor. Entrou na instituição aos 27 anos, depois de ter feito uma graduação em Artes Dramáticas em Seattle, nos Estados Unidos. Na volta, apostou no curso de Cinema, em 2005. “Achei que um diploma da FAAP ajudaria na minha inserção no mercado. Estava certo.” Em 2010, já formado, Ricky trabalhou pela primeira vez em Cannes, no programa Real Ideas, voltado a realizadores iniciantes, onde produziu um minidocumentário. Em 2013, criou o Recifest, festival de cinema da diversidade sexual em Recife, o primeiro sobre o tema na cidade. “A ideia surgiu de uma conversa que tive com o professor da FAAP André Gatti. Ele, inclusive, me incentivou a fazer o meu mestrado em Cinema LGBT.” Ao longo do curso, Ricky sempre valorizou essa interação com educadores que atuavam no mercado. “Aproveitava esse contato e enviava meus roteiros para muitos deles. Sempre tive retorno, com comentários e bons conselhos.”

Quando já estava inserido no circuito de mostras, Ricky foi convidado a votar na Queer Palm em Cannes, na ImageOut, em Nova York, e na Des Images aux Mots, em Toulouse, na França. Ao passar pela cidade francesa, decidiu que ali queria fi car. Em 2014, ganhou um prêmio de apoio a manifestações da cultura LGBT para produzir Xavier, curta lançado no início de 2016 em Bilbao, na Espanha, sobre um pai de um garoto de 11 anos que, além da bateria, começa a se interessar por outros garotos. Hoje, enquanto desenvolve o projeto de seu primeiro longa-metragem e cursa mestrado na escola de cinema ESAV, Ricky faz filmes institucionais para a Aliança Francesa e integra o júri de festivais. Toulouse é sua base para o mundo.