Aluno da pós-graduação de roteiro da FAAP, Felipe Peroni indica as narrativas que todo mundo deveria parar para escutar

Um jovem que abandona o diploma de Direito e deixa o interior do Rio Grande do Sul para apostar no sonho de viver de Cinema. Esse rascunho de sinopse conta um pouco da trajetória dos últimos sete anos na vida do gaúcho Felipe Peroni, formando em Cinema na FAAP. “É um custo alto sair da sua cidade natal, talvez por isso as histórias que crio são tão ligadas às minhas raízes”, conta. Aos 30 anos, ele tem um curta-metragem produzido e está prestes a terminar a pós-graduação em Roteiro na Fundação. “Antes de entrar na faculdade, não acreditava que uma ideia minha poderia virar um filme. Mas tive a sorte de encontrar professores que me incentivaram e me deram a confiança que eu precisava.”

1. Universo particular

“O escritor Stephen King gosta de criar novos espaço e tempo nas suas obras, e também construir quem são as pessoas que vivem ali – e ele é bom nisso. O livro It – a coisa conta a história de um grupo de amigos que retorna para a sua cidade de infância para derrotar o monstro que aterroriza o lugar. Ao longo de toda a história, tu te sentes parte daquele universo.”

It — A coisa, de Stephen King. Ed. Suma de Letras

2. Melhor de três
“A melhor trilogia do cinema não é O poderoso chefão. É Toy Story. A cada filme uma questão permanece no nosso horizonte: ‘O que vai acontecer quando Andy crescer?’. E o último filme responde isso de uma maneira emocionante. Não teria essa latitude emocional e impactante se os roteiristas não tivessem construído essa espera ao longo do tempo.”

3. Super-real
“Os primeiros quadrinhos do Homem-Aranha, da década de 70, marcaram uma mudança no paradigma das histórias de super-heróis: a identificação do leitor com o protagonista. Peter Parker é um menino nerd com problemas reais, muito diferente dos outros heróis. É um exercício fantástico de criação e desenvolvimento de personagem.”

4. Passado a limpo
“O 20th century boys é um mangá que começou na década de 90 no Japão. Ele fala sobre as questões de como é crescer e deixar as coisas pra trás. Quase um inventário da vida de um grupo de amigos. As histórias têm várias camadas, misturam passado e presente, têm personagens muito ricos… É genial e emocionante.”

5. Pode vir quente
“Como não dá para se alimentar só de história, minha dica é um restaurante muito gostoso, o Momo Lamen, no bairro da Liberdade. Que, aliás, é um bairro que só de andar pelas ruas tu consegues imaginar muitas histórias. Ele resiste e valoriza suas raízes. Por isso tudo, vale o programa.”

www.momolamen.com.br