Raíza Marques e Maria Eduarda Costa fizeram do plástico uma peça criativa, desfilada na São Paulo Fashion Week

Para quem trabalha com design de moda, apresentar uma coleção na São Paulo Fashion Week é uma das maiores metas profissionais. Imagine, então, alcançar esse objetivo antes mesmo de sair da faculdade. As alunas do curso de Moda da FAAP Raíza Marques e Maria Eduarda Costa realizaram esse desejo ao vencerem um concurso realizado pela Braskem em conjunto com a grife PatBo.

As estudantes foram convidadas pela professora Camila Rossi, coordenadora do curso, para entrar no concurso. “Eram alunas que sempre se destacavam, pelo interesse genuíno e pelo talento, mas que ficaram de fora do Concurso FAAP Moda por muito pouco. Resolvemos, então, dar esta chance, porque acreditamos no potencial delas.”

O desafio uniu alunos de cinco faculdades em um ateliê, sob supervisão da estilista Patrícia Bonaldi. Eles fizeram capacitações com profissionais como Paulo Borges, um dos criadores da SPFW, para aprender a utilizar tecido de polipropileno, um tipo de plástico. “As alunas da FAAP apresentaram como grande destaque o uso do tricô e o link com a PatBo, que sempre valoriza o trabalho manual”, comenta Ana Laura Sivieri, gerente de marketing da Braskem e jurada do concurso.

Exposição com os modelos vencedores do concurso de moda

“Eu jamais imaginei que teria uma oportunidade assim. Ter uma peça feita por você, com o seu nome, ali na SPFW, sem nem ter saído da faculdade, foi algo além do que eu podia sonhar. O nosso maior desafio foi tentar pensar em peças que sintetizassem três pontos ao mesmo tempo: refletir o estilo da marca, mostrar o produto de uma maneira diferente e ter um pouco da nossa assinatura. A FAAP sempre incentivou que a gente criasse a partir de trabalhos manuais e que pesquisasse novos materiais, novas técnicas. E tudo isso foi fundamental para a gente conseguir realizar o que foi pedido.” Raíza Marques, 26 anos, formada em Moda em 2018

“O grande diferencial de ser aluno FAAP é que os professores a todo momento nos encorajam a experimentar e criar coisas novas. Isso fez a nossa peça se destacar. A Raíza e eu fomos em busca de um tecido novo, tricô com o fio de polipropileno, e a Patrícia Bonaldi adorou. Ela até queria fazer mais de um modelo. Na confecção das peças, utilizamos os ateliês da faculdade e as profissionais técnicas de ateliê nos ajudaram, tiraram dúvidas. Uma das maiores lições que eu tirei do desafio é não ter preconceito com nenhum material, por mais que ele não seja bem-visto no mercado. A partir do momento que vimos o tecido e o fio do polipropileno, percebemos que o plástico é um material que vem para ficar e pode nos surpreender.” Maria Eduarda Costa, 21 anos, formada em Moda em 2018