De canal no Youtube a literatura – aluna de Cinema, Carolinne Golfetto lista quais as suas preferências

Aos 21 anos, Carolinne Golfetto fala rápido e fala bem. Aluna do 7º semestre de Cinema, tem um repertório extenso e muitas ideias – como dar aulas de inglês gratuitas para mulheres em Paraisópolis, projeto que concretizou. Além deste, muitos outros, como a sua iniciação científica, a presidência do diretório acadêmico, a monitoria na faculdade. “Tento ficar ligada em tudo e aproveitar ao máximo as chances que eu tenho”, diz. É mais do que isso: é uma urgência em fazer a diferença. E isso ela faz.

1. Amuleto


“Cartas a um jovem poeta é um livro atemporal pra mim. Fala muito da arte e da relação complicada que o artista tem consigo mesmo, em se aceitar e saber lidar com os erros. Li a primeira vez no cursinho, numa época de muitas dúvidas de que caminho seguir, mas sempre volto pra ele quando estou na dúvida do que fazer.”

2. Verdade ou mentira


“Sou apaixonada por documentário. Vi recentemente Operações de garantia da lei e da ordem, da Júlia Murat, e me tocou. A diretora conseguiu dar uma nova visão sobre a relação da mídia com as manifestações de junho de 2013.”

3. Meu corpo, minhas regras

“Um canal do YouTube que acompanho é o Alexandrismos, criado pela jornalista e ativista Alexandra Gurgel. Os vídeos são uma maratona de autoestima, porque ela fala da relação das mulheres com o corpo. Acredito que toda menina se identifica com os temas que ela traz. Vale a pena assistir.” -> youtube.com/alexandrismos

4. Mesma língua

“Todo domingo vou para Paraisópolis para dar aula de inglês para mulheres da comunidade. Este projeto, chamado Voice – Inglês para Elas, surgiu de uma vontade que uma amiga e eu tínhamos de fazer um trabalho social. A experiência de se aproximar de outra classe e entender seus anseios e expectativas tem sido incrível.”

5. Cinema para todos

“O Taturana Mobilização Social é uma inciativa muito bacana de distribuição alternativa de cinema – ela chega aonde ninguém mais chega. Criado por duas mulheres, o projeto levou, por exemplo, filmes para escolas públicas do interior da Bahia e rodou o documentário Sem pena, sobre o sistema carcerário brasileiro, em presídios de São Paulo.” -> www.taturanamobi.com.br