Formada em cinema pela Faap, Tayla Tzirulnik volta para a faculdade para cursar direito e abrir um novo ciclo de conhecimento

Tayla Tzirulnik tem muito o que compartilhar. Fluente em três línguas, morou em Nova York para fazer mestrado em cinema – depois de se formar no curso da FAAP –, foi para Londres fazer um Ph.D. no tema e decidiu voltar à Fundação para uma segunda graduação: Direito. “O curso veio, no meio disso tudo, para preencher minha curiosidade em assuntos como política, história e sociologia”, diz ela, que hoje estagia no Juizado Especial Cível da FAAP. Confira as dicas da Tayla, que conecta seus grandes interesses intelectuais por meio da leitura e do audiovisual.

1 NY EM SP

“Uma das minhas indicações é o pub Little Cronin, em Higienópolis. O espaço é do meu marido. Ele é irlandês e nos conhecemos durante meu mestrado em Nova York. A gente trouxe um pouquinho do que vivemos lá. Fico feliz que as pessoas comentam que se sentem em Nova York. É legal ver que a gente conseguiu construir um lugar com a nossa cara. Vários professores da FAAP já foram.”

2 INDICAÇÃO

 

“Recomendado pelo professor Boucault, de Direito, o livro The Death Of Common Sense (A morte do senso comum), de Philip Howard, fala sobre como as normas que procuram regular a vida acabam impedindo que coisas aconteçam de uma maneira mais efetiva. Isso num contexto americano, mas a gente pode trazer pra qualquer lugar.”

3 CENÁRIO BRASILEIRO

“Gostei muito de um livro lançado no fim do ano passado, O espetáculo da corrupção, do advogado Walfrido Warde. Ele fala sobre como o quarto poder – a mídia – lida com a Lava Jato no Brasil. E como esse combate à corrupção poderia ser mais efetivo, se ele não atacasse pessoas e empresas. O certo seria corrigir as pessoas que realmente infringiram a lei.”

4 PARA TENTAR ENTENDER

“A série da Netflix Areia movediça é uma produção sueca que mostra um massacre que ocorre numa escola. O contexto é completamente diferente do nosso, pensando na tragédia recente de Suzano, mas acho que tem algumas reflexões que a gente pode fazer. É interessante para os jovens se verem, e criarem uma identidade com a série.”

OBRA-PRIMA

“O filme dos anos 60 do diretor Walter Hugo Khouri, Noite vazia, não é tão conhecido no Brasil, mas é muito importante. Ele conta a história de dois amigos, que contratam o serviço de duas prostitutas para uma noite de luxúria e, aos poucos, todos vão revelando suas angústias e aflições.”