Dois alunos de relações públicas desenvolvem um plano de comunicação estratégico para a ONG Casa do Zezinho

Em uma das atividades do 4o semestre do curso de Relações Públicas, os alunos têm de criar um evento real, para colocar em prática tudo o que aprenderam até ali. Mariana Cooke Lambrechts e Carlos Barreto Awoki Junior escolheram montar uma ação para a Casa do Zezinho, ONG que atende crianças e jovens carentes da região do Capão Redondo, em São Paulo. O resultado foi ótimo e a identificação com a proposta da instituição também. Tanto que quiseram voltar a se envolver com ela. “Como trabalho de conclusão de curso, montamos um plano de comunicação para a Casa do Zezinho, projetando 20 anos de estratégia e de crescimento”, explica Mariana. Os dois definiram que seria preciso visitar o local semanalmente, para conseguir entender os problemas e os desejos da casa. “Esse trabalho tinha de ser feito pessoalmente, não funcionaria se ficássemos atrás do computador. Só assim pudemos traçar o perfil de todos os envolvidos”, diz Junior. Segundo a orientadora do projeto, Thatiana Capellano, o trabalho de campo permitiu uma análise fiel do cliente. “Eles se envolveram completamente e viram de perto o cenário em que estavam inseridos. O resultado é um plano intenso e profundo, mas também altamente estratégico. E é essa formação que a gente procura dar na FAAP”, diz a professora. Entre as ideias que foram implementadas estão a reestruturação do organograma da instituição e a remodelação do site. “Hoje você encontra todas as informações sobre a ONG na primeira página do site e demos destaque para o espaço para doações, que são extremamente necessárias para eles”, conta Junior, que trabalhou durante seis meses na instituição, para aplicar as propostas. Além da nota 10 na apresentação final, eles também receberam o prêmio de melhor TCC do ano, na categoria terceiro setor, da Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP). “Foi o reflexo da nossa entrega como estudantes e cidadãos.”

O outro lado

“Carlos e Mariana atravessaram a ponte e mergulharam no extremo sul da cidade de São Paulo, no Capão Redondo, região de alta vulnerabilidade social. Os dois criaram um plano de comunicação que qualificou ainda mais o projeto que praticamos há 22 anos. Durante todo o processo, trocamos saberes e experiências. A eles, minha gratidão.”

Tia Dag, pedagoga e fundadora da ONG Casa 
do Zezinho

Crianças atendidas