Formadas em Design de Produto, Ana Paula Naccarato e Giulia Comuni apresentaram seus TCCS em um evento em Londres

Depois da insistência de alguns professores do curso de Design de Produto da FAAP, as ex-alunas Ana Paula Naccarato e Giulia Comuni se convenceram a inscrever seus projetos de TCC no concurso Arts Thread Selects At Designjunction, que seleciona, no mundo inteiro, jovens designers para apresentarem seus trabalhos. “O evento faz parte do London Design Festival, no qual as meninas tiveram a oportunidade de mostrar seus protótipos para marcas e investidores internacionais, além de terem o projeto veiculado nas principais revistas e sites sobre o assunto”, conta o professor Marcelo J. O. de Farias. As duas foram as únicas brasileiras selecionadas, entre 20 recém-formados do mundo todo. “A experiência toda foi incrível. Pudemos entender mais como funciona o mercado lá fora e como ele recebe as nossas propostas”, conta Ana Paula, que desenvolveu dois produtos a partir da borra do café. Giulia faz coro: “Foi bem gostoso receber esse reconhecimento. Durante o evento, o clima era bom, todo mundo se ajudando, sem competição nenhuma”, diz ela, que criou uma linha de joias que alia o design contemporâneo a pedras de simbologia energética. A seguir, conheça mais sobre os dois projetos.

Na borra do café

Vasos e luminárias feitos a partir da borra do café

Ana Paula, 24 anos, sempre soube que seu projeto de TCC seria ligado à sustentabilidade, tema que lhe interessa desde o começo da faculdade. A questão era: falar sobre o quê? Entre uma xícara de café e outra, ela se deu conta de quanto resíduo a bebida gerava. “Na hora me veio a ideia de desenvolver alguma coisa a partir da borra do café”, lembra. Foram seis meses de pesquisa para finalmente chegar no material ideal de um produto durável. “Os laboratórios da FAAP são ótimos, porque dão a você a chance de concretizar suas ideias. Passei horas na oficina de cerâmica fazendo moldes e debruçada sobre processos até chegar no formato do vaso – e que, mais tarde, também se transformou em uma luminária”, conta. Sua ideia foi tão bem recebida que Ana Paula viu uma oportunidade de mercado e lançou a sua própria marca, a Recoffee. “A tendência é que as pessoas passem a entender e a valorizar cada vez mais produtos sustentáveis”, diz.

 

Ana Paula e a professora Vania Pires Graziato, no laborátorio de cerâmica da FAAP, fazendo testes de material

Pedra preciosa

“Minha vontade era fazer uma coleção de joias, mas que tivesse uma proposta inovadora”, conta Giulia, 26. Em vez de começar a buscar referências em livros, ela se lembrou de objetos que faziam parte de seu cotidiano desde a infância: pedras com simbologia energética. “Minha mãe é terapeuta floral, então cresci ouvindo ela falar sobre isso. Parei para pensar que esse tipo de conhecimento é pouco aproveitado na hora de fazer joias”, diz. Para entender mais sobre o assunto, fez um curso de litoterapia. Com as pedras escolhidas, partiu para o desafio maior: os desenhos. “Eu chegava a sonhar com eles, de tanta pesquisa que fiz. Era muita informação, de geometria sagrada até posturas de ioga”, lembra, rindo. A orientação dos professores foi importante para chegar a um traço mais fino e delicado, segunda ela. Agora, ela espera que a coleção seja uma porta de entrada para um trabalho como designer em alguma marca consagrada.

Brinco de turmalina melancia, que simboliza o equilíbrio do rosa (amor incondicional) com o verde (amor próprio e autoestima)

Colar de esmeraldas, que trabalha o chacra cardíaco e traz equilíbrio e paz