Aluno de administração e jogador de futebol profissional, Felipe Araruna busca inspiração em quem se destacou aliando gestão e esporte

Quando ainda estava nas categorias de base do São Paulo Futebol Clube, Felipe Araruna passou em segundo lugar no curso de Administração da FAAP, em 2014. O curso seria uma alternativa caso o caminho no futebol não seguisse como ele imaginou. Mas tudo aconteceu antes mesmo do que esperava: no final de 2016, Araruna, com 20 anos, passou a integrar o time profissional do tricolor paulista. A primeira coisa que ele fez foi conversar com diretores e professores da FAAP, para explicar a sua nova rotina, que inclui viagens, concentração, jogos e treinos diários. “Quero fazer de tudo para me formar e a diretoria e os professores foram compreensivos para pensar numa alternativa”, conta. Hoje ele assiste a parte das aulas à noite e em outros dois dias, de manhã. “A carreira no futebol é muito curta. Com a Administração, consigo pensar em um futuro. Com o que aprendi no curso, faço investimentos no mercado financeiro e pretendo abrir meu próprio negócio”, diz o volante tricolor, que está cursando o sétimo semestre.

Veja quem inspira Araruna nessa conciliação entre gestão e esporte.

Raí “Ele é uma inspiração tanto em relação à sua carreira como jogador quanto como empresário. Raí é um dos idealizadores da Fundação Gol de Letra, ONG referência no terceiro setor. O empreendedorismo social me chama a atenção, porque é uma maneira de aliar o esporte à educação de crianças, sem visar o lucro.”
Abílio Diniz “É um grande exemplo para qualquer estudante de Administração, pelo sucesso de seus negócios. Mas o que poucos se lembram é da sua paixão pelo futebol. O Abílio Diniz criou o Pão de Açúcar Esporte Clube, que chegou à primeira divisão do Campeonato Paulista graças à sua administração. E já fez parte do Conselho Consultivo do São Paulo, levando ideias de organização e planejamento.”
Rogério Ceni “Ele é meu grande ídolo e modelo de profi ssional. Para ser treinador do São Paulo, Rogério passou meses na Europa estudando e trouxe muitas inovações para os treinamentos – entre elas, a escolha de auxiliares estrangeiros, algo novo no Brasil. Como um bom gestor, ele entende de todo o processo do negócio: desde a relação com os jogadores até a logística e gestão da equipe. Mais do que um treinador, ele é um manager.”