De roteiros a poesias, Ana Julia Ribeiro, aluna de Rádio e TV, só quer saber de criar. Conheça os autores que ela gosta de revisitar entre uma produção e outra

No dia em que deu a entrevista para a Revista FAAP, Ana Julia Ribeiro estava ansiosa com o lançamento de seu novo livro, Contos de Ana – uma coleção de textos que ela escreveu a partir de sinopses desenvolvidas nas aulas de roteiro, no curso de Rádio e TV. “Foi o professor Flavio Porto que me incentivou a transformar as ideias em literatura. E ele ainda se colocou à disposição para revisar todo o conteúdo”, conta a aluna de 25 anos, que cursa o 6o semestre. “Esse apoio que a FAAP sempre me deu foi fundamental para me sentir segura e com coragem de criar meus projetos”, diz. Projetos, no plural mesmo, porque Ana ainda tem um livro de poesias publicado e acaba de idealizar também um programa para a TV FAAP, o FAAP News. Ela credita tanta dedicação ao fato de ter entrado na faculdade um pouco mais tarde do que o comum, aos 22 anos, o que lhe deu mais maturidade. “Entrei focada em aproveitar ao máximo o que o espaço acadêmico tem para oferecer. Sem contar que tudo que aprendo me inspira de alguma forma”, explica. Conheça agora os autores que servem de referência para a aluna, nos seus momentos de criação.

1. Nietzsche


“A primeira vez que li Nietzsche, não entendi nada – na verdade, brinco que até hoje não sei se realmente entendi. Mas as suas ideias mexeram comigo. Passei a ir a palestras e a pesquisar sobre filosofia, principalmente depois que li Assim falou Zaratustra nas aulas do Luis Felipe Pondé. Inclusive, o conceito de super-herói, abordado no livro, virou inspiração para um dos meus poemas.”

2. Freud


“Cheguei a cursar um ano de Medicina, antes de entender que meu caminho era na comunicação. Minha vontade, na época, era ser psiquiatra. Ainda hoje, adoro ler autores como Freud. A obra O mal-estar na civilização, que investiga as raízes da infelicidade humana, me marcou muito por explicar o comportamento do homem na sociedade moderna. Para quem gosta de escrever roteiros, a obra dele é ótima na hora de criar os perfis psicológicos dos personagens. É o que eu faço quando estou produzindo.”

3. Nelson Rodrigues


“Tenho uma visão um pouco pessimista do mundo, por isso um dos autores com os quais mais me identifico é Nelson Rodrigues. O jeito sarcástico dele é impressionante, presente em toda a sua obra. Histórias como Vestido de noiva e Bonitinha, mas ordinária serviram de exemplo para o meu livro de contos, sempre com finais trágicos. Me espelho muito na forma como ele constrói a identidade dos personagens, cheia de nuances.”