Aluno do curso de R.I., Uriã Fancelli indica suas principais referências culturais

Aos 22 anos, Uriã Fancelli trancou a faculdade de Medicina para finalmente estudar o que gostava: Relações Internacionais. “Eu me perguntava: por que estudar anatomia e bioquímica se o que realmente me interessa é política, história e conhecer outras culturas?”, lembra. Hoje, cursando o quarto semestre na FAAP, ele percebe como o que aprende na sala de aula influencia a sua forma de pensar. “Nós somos treinados para fazer análises de diversas situações usando diferentes tipos de lentes. E, assim, a gente também acaba se conhecendo mais.” A seguir, as dicas do mundo de Uriã.

1. SURREAL

Em fevereiro abre a exposição O mundo de Tim Burton, no Museu da Imagem e do Som. São mais de 600 itens da carreira e da vida dele, como desenhos de quando ele era pequeno, rascunhos, fotos e obras. Quero muito ver.

www.mis-sp.org.br

2. TRANSFORMADOR

Fiz o terceiro ano do Ensino Médio em Vanderbijlpark, na África do Sul. A experiência mudou a minha vida: além de conhecer toda uma cultura nova, aprendi a falar africâner e visitei países que nunca imaginei, como Lesoto e Moçambique. Conhecer o continente africano é incrível. Foi ali que surgiu a vontade de cursar Relações Internacionais.

 

3. A ARTE IMITA A VIDA

O último rei da Escócia é um filme muito marcante. Ele trata de assuntos relacionados a R.I., como ditadura, cidadania e direito internacional. Algumas cenas me fazem lembrar da viagem que fiz por Maputo e de quando fui parado por membros do exército moçambicano.

www.youtube.com/watch?v=9s7W_RYlZuA    

4. HISTÓRIA DOS OUTROS

Tenho lido a coleção História da vida privada, que é dividida em cinco volumes. As obras são maravilhosas e dão os mínimos detalhes das vidas das pessoas desde o Império Romano até os dias atuais. Vale a pena.

ED. COMPANHIA DE BOLSO

5. CIDADÃO DO MUNDO

Na FAAP, fiz o curso extracurricular Doing Business in Brazil. Era o único brasileiro do grupo, entre holandeses, sul-coreanos, iranianos… Aquela sala de aula resume o que é R.I. pra mim: me sentir um cidadão do mundo, conseguir dialogar com pessoas de culturas diferentes da minha e construir algo a partir disso.