Aluna do curso de português da FAAP, a missionária indiana Sunitha Pamula lista três personalidades do seu país que lhe servem de inspiração

Quando fala, Sunitha Pamula poderia facilmente se passar por uma brasileira, não fosse o forte sotaque que denuncia sua origem indiana. Desde que chegou ao Brasil, há pouco mais de um ano, a missionária católica é aluna do curso de Português para Estrangeiros da FAAP. “Eu busquei uma instituição que tivesse aula todos os dias, para aprender a língua mais rapidamente – o que acabou acontecendo”, diz. “Além disso, também gostei do método de ensino daqui, que me coloca em contato com a cultura brasileira. Isso é muito rico. Em uma das aulas, aprendi a cozinhar a famosa feijoada”, conta. Aos 34 anos, ela planeja viver os próximos dez no Brasil realizando trabalhos sociais. “Meu desejo inicial era ir para pequenos vilarejos, daqueles esquecidos por todos, mas percebi que em São Paulo também há muito trabalho a ser feito”, comenta Sunitha, que passa boa parte do seu tempo visitando comunidades carentes da capital. Para buscar inspiração no seu trabalho, ela cita três personagens importantes de seu país.

MAHATMA GANDHI 
(1869 – 1948) “Ele fez Direito na Inglaterra, em um tempo no qual os hindus não poderiam sair para estudar, e depois viveu anos na África do Sul. Voltou à Índia para lutar contra a colonização, sempre pregando o uso da não violência. Seus discursos, com palavras de equilíbrio, me inspiram. Sua frase tocante “viva como se fosse morrer amanhã e aprenda como se fosse viver para sempre” é a minha favorita.
MADRE TERESA DE CALCUTÁ (1910 – 1997) “De origem albanesa, Madre Teresa foi naturalizada indiana pelo trabalho de uma vida em Calcutá. Apesar de eu ter nascido ao sul do país, longe de lá, sempre me interessei pela sua história. Hoje posso dizer que sigo o maior conselho que ela poderia ter passado: “Helping hands are better than praying lips” – mãos que ajudam são melhores que lábios que rezam. Este sentimento move meu trabalho.”
M. S. DHONI “Imagino que aqui no Brasil ele não seja conhecido, mas na Índia ele é muito famoso por ser o principal jogador de críquete do país. Ele é como o Neymar para o futebol brasileiro. Acabaram de lançar um filme ficcional sobre a sua vida – M.S. Dhoni: The Untold Story. Sua trajetória é de muita perseverança. Até os 20 anos, ele era cobrador de trem. Seu pai trabalhava na bilheteria do estádio e Dhoni sempre acreditou que poderia chegar ao topo. Por isso, acho sua história inspiradora.”