No dia a dia do diretor de TV Alfredo Maximiliano Rizzo Vicente, hobbie e trabalho se misturam

“Tenho o trabalho que sempre sonhei.” É assim que Alfredo Maximiliano Rizzo Vicente, 33 anos, define o que faz na produtora Stage Dive Films. Formado em Publicidade e Propaganda pela FAAP, hoje ele é um dos diretores do Califorfun, programa que conta a história do skate pelo mundo e que já está em sua terceira temporada no canal OFF. “O skate sempre esteve presente na minha vida. Poder entrevistar toda a turma que construiu essa história é incrível”, diz, enquanto mostra as polaroides que registra cada um dos seus convidados.

Antes disso, Alfredo trabalhou durante oito anos na revista Playboy, onde começou como estagiário em 2004 e tornou-se editor de fotos. “Foi ali que aprendi a produzir e a fotografar. Em 2012, percebi que o mercado audiovisual estava forte e saí para montar a produtora”, lembra.

Empreender foi a forma que encontrou de conseguir tirar seus projetos autorais do papel, entre eles a série Band Religion – ainda não lançada –, que também flerta com outro hobbie do diretor: a música. “Desde 2009, filmo shows de punk rock e hardcore. Viajei por oito países e registrei mais de 350 shows”, conta.

A cada nova viagem, ele enquadra os ingressos e credenciais – é uma forma de provar que, por mais que pareça sonho, o seu trabalho é de verdade.

Mesa de trabalho

01_Quadros
“Os ingressos e credencias de shows que fui pelo mundo. O primeiro foi em 1997.”

02_Polaroides
“Tenho mais de 800 fotos autografadas pelos entrevistados, entre elas a do lendário skatista Tony Hawk.”

03_Skate
“Subo nele para seguir os skatistas durante as fimagens. O shape foi feito à mão pelo Chuck Hults, um dos principais nomes da história.”

04_Miniaturas
“Curto muito os vocalistas Milo Aukerman (Descendents) e Keith Morris (Black Flag, Circle Jerks e Off!). Já entrevistei os dois.”

05_Refletor
“Nas entrevistas, gosto de usar esse Arri 300w. A luz e a cor dele deixam a imagem com a atmosfera que gosto.”

06_Câmera
“Uso a Canon 5D Mark III, lente 70-200, que é boa para closes, e microfone Sennheiser, para captar o som direto.”