Marina veio da Rússia. Gabriela foi para a África do Sul

GABRIELA MOÇO 

Idade: 21 anos
Cidade e país de destino: Johanesburgo, África do Sul
Começou o curso em: Julho de 2016
Data de retorno ao seu país: Fevereiro de 2017
Curso que fez no intercâmbio: Relações Internacionais, University of Johannesburg
Curso que faz na FAAP: Relações Internacionais

1. Qual era a sua expectativa sobre o intercâmbio?
Para um estudante de R.I. é importante vivenciar outras culturas. Minha expectativa era conhecer mais sobre a África do Sul, um país que não é muito discutido no Ocidente nas relações internacionais. Escolhi este destino para acompanhar de perto questões ligadas aos direitos humanos e entender as diferenças entre a nossa visão e a deles. Também me interesso bastante sobre área do direito das mulheres e dos refugiados, temas presentes no país.

2. O que mais te surpreendeu?
Nós temos uma vida muito mais ocidentalizada do que os sul-africanos. Eles lidam com tradições antigas e fazem questão de valorizar sua cultura. E isso acontece em outros lugares do continente africano. Aproveitei para conhecer regiões como Suazilândia, um reino tradicional, onde as pessoas usam roupas que homenageiam a sua história, vivem em vilas e o rei tem inúmeras esposas. Mesmo sendo países próximos, as culturas locais são diferentes.

3. Como a experiência será importante para a sua formação?
Aprendi muito sobre os costumes de cada local, algo que jamais seria possível sem uma experiência presencial. Pude aprofundar o meu interesse pelas ONGs de direitos humanos, como a Anistia Internacional, e quando terminei o semestre, em janeiro, ainda pude fazer trabalho voluntário no Quênia. Tudo isso enriquece meu currículo e, além de tudo, me deu bagagem intelectual.

MARINA WITTEMANN

A russa Marina em frente aos seus trabalhos expostos na 48a Anual de Arte FAAP, no MAB

Idade: 32 anos
Cidade e país de origem: Moscou, Rússia
Começou o curso em: Fevereiro de 2016
Data de retorno ao seu país: Indeterminada
Curso que fez na universidade de origem: Artes Plásticas no Surikov Art Institute, em Moscou
Curso que faz na FAAP: Artes Visuais

1. Qual era a sua expectativa sobre o intercâmbio?
O que eu conhecia sobre o Brasil era o que estudamos na escola, principalmente sobre geografia. Não sabia o que esperar sobre o estudo de artes, por exemplo. Sempre tive uma mentalidade fechada, voltada à cultura da Rússia. Achava que somente a arte tradicional do meu país era boa e não criei muitas expectativas. O que acabou sendo bom, já que aqui tudo para mim é uma novidade.

2. O que mais te surpreendeu?
Fiquei encantada com as cores daqui. Agora entendo porque a arte brasileira é tão colorida. O sol incide em um ângulo diferente do que no meu país e as coisas assumem outras tonalidades. Gosto muito de natureza e aqui pude conhecer lugares distintos, como Ilhabela e Campos do Jordão. Agora, florestas, aves e árvores do Brasil também fazem parte da minha arte.

3. Como a experiência será importante para a sua formação?
Diferente do ensino russo, que é muito teórico e restrito, na FAAP eu sou livre para desenvolver minha arte sem amarras. Gosto de dizer que mudei e amadureci 100% desde que cheguei aqui. Ampliei meus horizontes de maneira
infinita. Em apenas um semestre, estudei gravura, serigrafia, litogravura, xilogravura, escultura… Também tive a oportunidade de expor minhas pinturas na Anual de Arte da FAAP. Viver algo assim foi incrível.

PROGRAMA DE INTERCÂMBIO

A FAAP tem convênio com mais de 380 instituições de ensino pelo mundo. São 50 destinos, entre eles: Alemanha, França, EUA, China e Japão. A cada ano, a Fundação envia e recebe alunos interessados em ter experiência de aprendizado internacional.

SAIBA MAIS: faap.br/internacionalizacao