Veja como essa tecnologia já está revolucionando o mercado de trabalho

Michio Kaku, considerado o maior físico teórico e futurista da atualidade, costuma dizer que, no futuro, o mercado de trabalho consistirá naqueles empregos que os robôs não conseguirão executar. A verdade é que a IA já está revolucionando o exercício de algumas profissões.

Na engenharia civil, ela vem ajudando a reimaginar os processos de construção de projetos. “O BIM [modelagem da informação da construção] é uma ferramenta que permite substituir os métodos tradicionais por simulações antes de o empreendimento, de fato, nascer”, diz Rafael Ramalho, professor de Engenharia Civil da FAAP. Um exemplo: a partir de um projeto de hospital, é possível simular um incêndio para verificar se há (ou não) boas rotas de fuga. “Com o BIM, os clientes saberão, entre outras coisas, se ele se adapta às normas de segurança e acessibilidade, antes de ser erguido.” A ferramenta passou a ser tão importante para essa área que a FAAP planeja incluir BIM no curso de graduação de Engenharia a partir deste ano. “Também estamos lançando uma pós em Engenharia e Gestão de Projetos BIM.”

No Direito, a inteligência artificial já está se tornando uma espécie de assistente pessoal de advogados. É o caso de Ross, o primeiro “advogado” artificialmente inteligente, implantado em maio de 2016 no escritório Baker & Hostetler, em Nova York. “Na advocacia, há sempre alguém que pesquisa leis, jurisprudências, revisa provas, que podem incluir posts de redes sociais e e-mails. Uma máquina, porém, não só vasculha isso em segundos, como ranqueia o material com base na probabilidade de ele influir na decisão do caso”, conta Jay Lieb, dono da NexLP, empresa americana que desenvolveu um software inteligente capaz de predizer o resultado de litígios. Segundo ele, o uso de IA no Direito economiza 90% do tempo do advogado.

Essa supertecnologia também atinge a moda, ajudando a personalizar roupas e participando de projetos colaborativos com estilistas. A marca alemã Zalando, por exemplo, lançou em 2016 um projeto que cria um design personalizado de roupas em 3-D a partir das suas respostas e de dados do Google Trends Fashion (projectmuze.com). As informações que alimentaram o software vieram de uma pesquisa com especialistas do mundo da moda, entre blogueiros e estilistas. Já nos Estados Unidos, no final do ano passado, uma roupa criada por IA – e costurada por estilistas – fez sua première no baile de gala do Metropolitan Museum of Art (MET), em Nova York. Não por acaso, o baile inaugurava a exposição Manus x machina: a moda na era da tecnologia.