Formada em rádio e tv, ela teve na sua rede profissional o apoio necessário para tirar um projeto inovador do papel

Foram nas aulas de roteiro do curso de Rádio e TV que Isabel de Barros percebeu o quanto gostava de escrever e começou a enxergar o jornalismo como uma possibilidade de atuação profissional. Em pouco tempo, já estava trabalhando como repórter e trilhou sua carreira na área, passando por diversas editoras. “Apesar de não ter seguido no audiovisual, sinto que a faculdade foi muito importante para criar a minha rede, sair da minha bolha e conhecer pessoas diversas”, diz ela, que, hoje, aos 37 anos, acaba de realizar um sonho antigo: abrir um negócio com a sua melhor amiga, a jornalista Adriana Nazarian, que conheceu durante o curso da FAAP. “Nós nos conectamos desde os primeiros dias de aula e sempre tivemos vontade de abrir algo próprio, criado do zero por nós duas”, lembra. Até que uma coincidência as levou a empreender no nicho da maternidade: Bel e Drica engravidaram ao mesmo tempo, sem combinar.

E daí surgiu a ideia da nanú, uma marca de berços de papelão: iniciativa inovadora e sustentável, que ajuda a simplificar a vida
das mães. “A nanú é uma opção acolhedora para o recém-nascido ficar perto da mãe nos primeiros meses e é super leve para levar em viagens ou para outros cômodos”, explica. A ideia foi selecionada para o B2Mamy, um programa de aceleração do Google, que oferece mentoria e aulas sobre finanças e marketing para negócios criados por mães. O próximo passo é focar em vendas em escala para hospitais e empresas que possam dar o produto de presente para gestantes. “O berço de papelão é muito popular na cultura finlandesa e é totalmente sustentável. Nas minhas pesquisas, descobri um casal de velhinhos que usava as caixas, que já tinham sido seus berços um dia, para guardar os enfeites de Natal. Achei tão bonito.” A seguir, a rede de mulheres que acreditou no projeto e ajudou a colocá-lo de pé.

Adriana Nazarian

 

Melhores amigas desde os tempos de FAAP , ela agora é sócia de Isabel na Nanú.

“Sempre tivemos vontade de criar algo juntas. Ficávamos horas confabulando. Chegamos a ter nome, logo e cartão para uma assessoria de imprensa. Quando ela veio com a ideia do berço, estávamos vivendo a maternidade e tudo fez sentido. A gente se complementa: ela voa, eu sou mais aterrada. Ela sempre levantou a bandeira da sustentabilidade, e eu, a importância de simplificar a vida das mães. Meu filho dormiu até os quatro meses na nanú e hoje ela é a caixa de brinquedos da minha filha mais velha.”

Patrícia Osser

 

Formada em administração, a HeadHunter e sócia da Osser & Osser ajudou a montar o plano de negócios da Nanú.

“Depois que a gente tem a ideia, é muito importante traçar um plano de negócios. A Bel me contou sobre a nanú quando elas ainda estavam participando do programa de aceleração do Google e eu compartilhei a minha visão de administradora tanto na criação
do pitch de apresentação para a mentoria quanto na formatação da empresa.”

Paula Chang

 

Formada em rádio e Tv, ela é Gerente de Relações Institucionais e Mobilização de Recursos na Think Olga. Paula inspira Isabel a ter uma visão mais apurada do mercado.

“Os números mostram que as mulheres são uma potência do empreendorismo. Apesar de muitas vezes ser uma necessidade, principalmente no caso das mães, as pesquisas indicam que startups criadas por mulheres trazem melhores resultados a longo prazo.
Para mim, a nanú tem três trunfos: a praticidade, a sustentabilidade e o fato de ser um produto que conversa com o olhar prático dessa nova geração de pais participativos e que compartilham as responsabilidades e decisões com as mães.”

Gabriela Coser

 

Ela fez design na FAAP e hoje é Dona da marca infantil Bió. Se apaixonou pelo projeto e vende a Nanú na sua loja.

“Quando a Bel me apresentou a nanú, eu já conhecia a proposta e amei, logo de cara. Acredito muito nesse modelo sustentável
e achei que tinha tudo a ver com o conceito da Bió. Eu só crio roupas com tecidos naturais e, sempre que dá, uso fios reciclados. Achei que ia ser incrível vender a nanú na loja. O produto faz sucesso. Até quem não conhece, quando eu explico, se encanta e adora a ideia.”