Um bate-papo com Fernando Andrade, âncora da CBN, sobre a reinvenção do jornalismo na era digital

Com a ascensão da internet e das redes sociais, a maneira de consumir notícia mudou. E, consequentemente, a de produzir também. Fernando Andrade,
âncora da CBN e mediador do seminário “A reinvenção do jornalismo na era digital”, na Semana de Comunicação da FAAP, traça o perfil do novo jornalista.

O que um bom jornalista precisa?

Hoje ele tem de fazer de tudo. Antes, quando pedíamos para o repórter trazer vídeo e foto, ele dizia: “Mas eu não sou fotógrafo”. Hoje, o texto continua como base, mas tem de ter também a foto tirada com o smartphone, 30 segundos de um vídeo.

A internet é o principal meio de divulgar informação?

Esqueça o formato – é tudo a mesma coisa. A gente não liga mais para o formato, fazemos a rádio tradicional, mas também vídeos, podcasts. A CBN vai se transformar em uma agência de notícias, e não mais apenas uma rádio, como nasceu há 25 anos.

Como se destacar no mercado? 

Falar algo novo de forma clara, isenta e com dados. Com link que me leve a um vídeo, com outro que me leve a um gráfico e que me faça cada vez mais consumir aquela informação. Vai se diferenciar quem faz como o The New York Times, que não está aí para competir, mas para fazer a diferença.