Somos seres sociais por excelência. Ao nascermos prematuros em comparação a outros animais, e nesse sentido completamente dependentes de terceiros, já damos um atestado da nossa estrutura faltante. No entanto, o outro é imprescindível não somente na dinâmica da pura sobrevivência, mas também – e não menos importante – na esfera simbólica. Ao adentrarmos o mundo da cultura (leia-se: linguagem no sentido amplo), deixamos para trás um universo orientado apenas pelos pais, e passamos a nos mover em uma comunidade de valores e normas que têm como principal mecanismo o reconhecimento, cujo processo ocorre, nesse sentido, coletivamente.

O reconhecimento, de um modo geral, pode se dar em três níveis diferentes: aquele ligado aos amigos e pessoas próximas que estimamos; o que decorre dos pais e da família; e o último, o social, em que as noções de status e estima entram em jogo. No limite, todas essas formas de reconhecimento são de extrema importância para o nosso desenvolvimento psíquico ao longo da vida e, sobretudo, na primeira infância.

Na educação, pesquisas recentes na área da neurociência corroboraram aquilo que intuitivamente já pressupúnhamos: somos seres sociais porque nossos cérebros são sociais. Somos programados geneticamente para aprender de maneira colaborativa. A importância do outro assume aí uma nova dimensão. Nem sobrevivência, nem reconhecimento, aprendizado. O poder do nosso cérebro social para assimilar é maior quando trabalhamos em pares, em equipe. Em suma, em colaboração com outros.

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