O modelo de Economia Circular surgiu no final da década de 1970 liderado por acadêmicos, intelectuais e empresas que buscavam uma diminuição de recursos, competitividade econômica e prevenção de desperdícios. Este conceito vem se disseminando ao longo dos últimos anos na medida que o modelo que sustentou a economia até os dias de hoje ter atingido o seu limite. A degradação biológica é extremamente tóxica ao meio ambiente e pessoas.

O Design Regenerativo surgiu como um planejamento sistêmico que investiga o reequilíbrio entre a natureza e os seres humanos pelos processos restaurativos. Dessa maneira, regeneram-se as próprias fontes de energia e matéria-prima. O Design Regenerativo estabeleceu as bases para o desenvolvimento dos estudos do sistema da Economia Circular, também conhecido como conceito “Cradle to cradle” (em português do “berço ao berço”), e consiste em uma economia em ciclos que ganhou notoriedade pelo arquiteto e economista Walter Stahel.

Este modelo de projeto considera todo o processo, da extração de recursos naturais à produção e descarte, utilizando materiais com ciclo de vida seguros aos seres humanos e ao meio ambiente. Os resíduos, nesse modelo, deixam de existir, na medida em que o produto é concebido a partir de componentes biodegradáveis. Além disso, levam-se em consideração a utilização de energias renováveis, o contexto ambiental, social e local. Diante disso, percebe-se a relevância e a necessidade da implementação do modelo de Economia Circular em projetos, visando o reequilíbrio entre pessoas, produção e meio ambiente.

Para saber mais:

http://www.product-life.org/en/cradle-to-cradle

https://www.ellenmacarthurfoundation.org

Professora Alessandra Cristina Bonilha, Núcleo Interdisciplinar de Professores