Em janeiro deste ano, a Universidade de Yale viveu uma situação inesperada: um quarto de seus alunos se inscreveu em uma nova disciplina: Psicologia e Vida Boa, que ensinaria como ser feliz. Com mais de 1,2 mil inscritos, o curso se tornou o mais popular nos três séculos de história de Yale.

A disciplina oferecida se fundamenta nos conceitos da psicologia positiva, uma área científica iniciada em 1980 que estuda e pesquisa a felicidade e o bem-estar.

Ainda não se tem uma explicação fundamentada para o grande número de inscrições, o que já se pode dizer é que na sociedade contemporânea a maioria de nós quer ser feliz e não sabe como. De acordo com o filósofo Pascal Brukner, a busca pela felicidade passa a ser obrigatória a partir dos anos 1980. Na era do consumo, o prazer é buscado em bens materiais, que se esvaem pelos dedos e são descartados logo na sequência. Após esse descarte, emerge novamente um vazio, que, para o filósofo, é uma de nossas únicas e grandes certezas. O consumo, a padronização e o narcisismo seriam para ele os protagonistas da contemporaneidade.

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