A capacidade de fazer boas indagações é um dos atributos mais admiráveis das crianças. Certamente conseguimos, sem esforços, recordar momentos curiosos de meninos e meninas perguntando coisas inusitadas aos seus pais e professores.

Porém, segundo uma matéria divulgada pela Harvard Business Review, a capacidade de realizar perguntas decresce de forma acentuada conforme envelhecemos. A causa disso está na forma como aprendemos: geralmente os professores e gestores recompensam aqueles que fornecem respostas corretas, mas não incentivam aqueles que formulam boas perguntas. Curiosamente, esta também não é uma capacidade descrita nos currículos profissionais ou escolares.

Ainda assim, estudiosos afirmam que a falta de perguntas leva as pessoas a tomarem decisões pobres, desprovidas de um caráter crítico. Em outras palavras, o pensamento crítico e criativo requer perguntas vigorosas, que somente podem ser respondidas fora dos paradigmas dominantes e dos modelos mentais existentes. Muito além das restrições impostas pela maneira atual de pensar, perguntas vigorosas podem ser capazes de libertar nossa imaginação.

Segundo Toke Moeller, entusiasta do empreendedorismo sustentável e da liderança participativa, “mais importante do que a escolha das metodologias é quais são as perguntas que você precisa perguntar em cada etapa do processo”.

Na modernidade, na qual imperam a complexidade, a urgência e o caos, fazer boas perguntas pode ser fundamental para que se pense “fora da caixa” e se possa resolver problemas de forma eficaz.

Para saber mais acesse: https://hbrascend.org/topics/relearning-the-art-of-asking-questions/?utm_source=HBP_education&utm_medium=referral&utm_campaign=HBPE

 

Profa. Silvye Ane Massaini, Núcleo Interdisciplinar de Professores