É fundamental ressaltar a importância da produção de conhecimento por meio do território da cidade, com atividades que podem ser realizadas fora da sala de aula e do campus universitário, tanto em disciplinas regulares de graduação e pós-graduação como em cursos livres e de extensão. Os potenciais educativos da cidade na compreensão dos espaços urbanos, a partir dos estímulos visuais, sonoros, olfativos, táteis e das interações com realidades históricas, sociais e territoriais distintas, podem ser considerados ferramentas potentes na assimilação de conteúdos e muito importantes para a formação do aluno como cidadão e como profissional.

Uma iniciativa interessante que incorpora a cidade como território de aprendizagem é a do apē – Estudos em Mobilidade, grupo livre de extensão da USP, fundado em 2012 por alunos e professores. Seu objetivo principal é fomentar o debate sobre o tema da mobilidade na cidade, agregando estudantes e profissionais de várias formações. As atividades realizadas contemplam projetos educativos, exposições artísticas, intervenções urbanas e atuação junto ao poder público sobre aspectos relacionados principalmente à mobilidade.

O apē – Estudos em Mobilidade é um dos organizadores do curso Potenciais Educativos do Território Urbano: Rumo à Cidade Educadora, cujo escopo é pensar a cidade como território educativo – suas ruas, praças, museus e parques como espaços indispensáveis de aprendizado para a formação integral dos estudantes e dos sujeitos de maneira geral. O curso, cuja terceira edição ocorreu em abril e maio deste ano, foi viabilizado pela parceria entre Cidade Escola Aprendiz, Escola do Parlamento, Fórum de Educação Integral para uma Cidade Educadora, Hey Sampa, UmaPAZ e o apē.

Para saber mais, leia aqui.