Em 2005 a FAAP recebeu a visita da rainha Silvia da Suécia, que ressaltou a urgência de iniciativas sociais solidárias

A palestra da Rainha Silvia da Suécia começou de um modo inusitado na FAAP. Pouco antes da abertura do evento, os organizadores descobriram que ela adorava balas de coco. “Fomos, então, às pressas até uma famosa doceira na rua Cardeal Arcoverde comprar balas para a rainha”, diverte-se com a lembrança Fernanda Celidonio, à época, coordenadora de eventos da FAAP e hoje diretora do MAB. “Ela adorou!” Não à toa. Nascida na Alemanha, Silvia é filha da brasileira Alice Soares de Toledo e do empresário alemão Walther Sommerlath, que vivia no Brasil nos anos 30, quando conheceu a mulher. Em 1976, Silvia se casou com o rei Carl Gustav 16, tornando-se a rainha consorte do Reino da Suécia.

A visita aconteceu em outubro de 2005, quando a rainha Silvia foi convidada pela Fundação para uma palestra sobre iniciativas sociais solidárias. No encontro, que reuniu 300 convidados, entre alunos, professores e diretores, ela apresentou a World Childhood Foundation e o Instituto WCF-Brasil – braço brasileiro da fundação –, dos quais é fundadora, ressaltando a urgência e a importância do engajamento social. Na ocasião, a ex-aluna americana Michelle Wirmola, que cursava Administração, foi convidada para conhecer a rainha. “Como sou filha de uma sueca, a FAAP me proporcionou este encontro. Foi um privilégio conversar com ela”, lembra.

Reconhecida internacionalmente pelos seus projetos, a Childhood dedica-se à promoção e à defesa dos direitos da infância em todo o mundo. Além de contar com a unidade brasileira, a Fundação tem ainda escritórios na Alemanha e nos Estados Unidos desenvolvendo esse trabalho – atualmente, sua maior campanha é contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. “Além de ser uma mulher elegante, simpática e educada, ela é muito simples, acessível. Temos aquele estereótipo de rainha como alguém muito distante, mas ela foge totalmente à regra. Foi uma surpresa”, relembra o professor Silvio Passarelli, na época diretor do curso de Artes Plásticas da FAAP, que hoje está à frente do curso de Administração. A visita também surpreendeu os convidados por outro motivo: a intimidade da rainha com a língua portuguesa. Apesar de nunca ter vivido no Brasil, ela se tornou fluente no idioma por conta de sua ascendência materna e também de suas frequentes visitas ao país, onde coleciona amigos.

Além de ser uma mulher elegante, simpática e educada, ela é muito simples, acessível. Temos aquele estereótipo de rainha como alguém muito distante, mas ela foge totalmente à regra. Foi uma surpresa.

Silvio Passarelli, diretor do curso de Administração da FAAP.