Facebook, Instagram, Whatsapp, YouTube, Google. As plataformas que nos conectam e nos trazem novidades a todo o momento são tão fascinantes que se tornaram obsessivas. Mas como transformar toda essa informação em conhecimento? Essa é a pergunta que tem estado na cabeça de educadores e cientistas

É indiscutível que a possibilidade de estar conectado com um simples toque dos dedos, pelo tempo que quisermos, é encantadora e tem vantagens práticas. Receber informações fresquinhas, ainda com a possibilidade de triar os assuntos de nosso interesse, também.

O problema está na dose: estamos tão conectados a aparelhos eletrônicos, quase ininterruptamente, que uma série de problemas começa a se pronunciar – distúrbios do sono, perda de memória, crise de criatividade, má administração do tempo… e muita, muita ansiedade. “Estamos nos tornando coletivamente dependentes da conectividade. Temos muito pouca crítica a esse respeito. Nos comportamos como se fosse natural, e não problemática, a falta de limites no uso da internet”, observa o neurocientista Sidarta Ribeiro, pesquisador do Instituto do Cérebro, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e um dos maiores especialistas em sono no país.

O próprio cientista não escapa de uma síndrome comum nos dias de hoje, causada pelo bombardeio de informações a que estamos expostos: a que se convencionou chamar de Fomo, sigla para Fear of missing out – em bom português, o medo de “perder” assuntos e eventos que estão mobilizando as pessoas que conhecemos. Na ilusão de “dar conta de tudo”, ninguém se desconecta mais. “Eu experimento essa sensação quando por alguma razão não consigo acessar meus e-mails diariamente”, confessa Sidarta. Mas ele sabe que é preciso resistir à tentação da navegação sem fim: “É quase impossível ler ou escrever com tranquilidade quando se é bombardeado por mensagens e notícias. Por essa razão me desconecto com frequência”.

Também para o jornalista e consultor inglês David Baker, a chave de uma relação mais saudável com o mundo contemporâneo e seu fluxo ininterrupto de estímulos está no equilíbrio entre os momentos on-line e off- line. Ex-editor da revista Wired e hoje um dos principais professores da The School of Life, escola criada pelo filósofo Alain de Botton em Londres (com uma unidade no Brasil), ele admite que não há mais como nos desligarmos totalmente do mundo digital – mas defende que é preciso moderar o uso. “Uma internet que está sempre ligada nos faz sentir que temos de estar sempre ligados também, e isso é muito ruim para a alma. É o que leva as pessoas a usar seus telefones durante as refeições e em conversas com outras pessoas. E qualquer refeição ou conversa com um ser humano real é mais importante e gratificante do que qualquer tuíte ou mensagem no WhatsApp.”

“É SÓ UMA FERRAMENTA”

Baker acredita que sempre fomos ansiosos com a ideia de “estar perdendo alguma coisa”, especialmente em grandes cidades. A internet, ele diz, nos oferece uma maneira de abrandar esse sentimento, deixando-nos conectar com as pessoas em outros lugares. Mas isso tem seus problemas. Em um mundo onde cada vez mais pessoas (no Facebook, são 1,6 bilhão) estão aparentemente tendo um grande momento, transmitido em tempo real, não é de admirar que estejamos mais ansiosos. “Diante da curadoria que as pessoas fazem de suas vidas na internet, principalmente em redes sociais, sempre exibindo sorrisos em suas selfies, pode parecer que o resto do mundo é delirantemente feliz  e que só nós estamos entediados em casa”, observa o professor. “Nossa persona nas mídias sociais é cada vez mais distante do nosso ser verdadeiro, o que torna muito difícil, por exemplo, dizer aos outros que estamos tristes ou deprimidos. Eu acho que essa é uma das razões pelas quais eu não estou no Facebook.”

O filósofo Luiz Felipe Pondé, vice-diretor e coordenador da área de Comunicação, também não tem perfil no Facebook ou no Instagram – mais por desinteresse e falta de tempo do que propriamente por uma defesa do estar offline. “Não tenho um discurso sobre desconectar, sobre qualidade de vida. Acho até que isso anda obsessivo demais. O fato é que tenho 55 anos, já vivi muito tempo sem isso e estou enrolado demais com as coisas da vida, mulher, filho, trabalhos, casa no interior. Acabo não tendo essa ansiedade”, diz Pondé, cuja presença digital se resume a poucos grupos de amigos e familiares no WhatsApp, além de e-mails, algumas compras on-line e consultas esporádicas ao Google e ao YouTube. “Uso a rede como quem usa a escova de dentes, é só uma ferramenta. ”

Na experiência como professor universitário, ele diz não enxergar ainda uma grande diferença entre os jovens que cresceram antes e os que cresceram depois da banda larga, que nos tornou conectados em tempo integral. “Claro que algumas coisas mudaram: falo uma coisa na sala de aula e o cara já vai no Google e localiza; tento lembrar um nome e alguém rapidamente dá uma busca. Mas ainda não percebo que isso tenha impacto na relação deles com o conhecimento.” Em geral, para Pondé, a sala de aula continua agrupando os tipos e comportamentos de sempre. “Continuam existindo os alunos melhores, os que leram o livro e os que não leram, aqueles que não sabem nem que dia é hoje. E tem aquela média que de vez em quando se interessa por alguma coisa”, enumera.

É quase impossível ler ou escrever com tranquilidade quando se é bombardeado por mensagens e notícias. Por essa razão me desconecto com frequência – Sidarta Ribeiro, neurocientista

Henrique Vailati Neto, diretor do Colégio FAAP, com 50 anos de vivência como educador, é mais pessimista. “Uma sala de aula hoje é muito diferente, sim. Pra começar, o envolvimento afetivo é menor, há uma tendência ao isolamento. Há uma dificuldade grande de solidariedade no grupo maior, a classe como um todo”, afirma Vailati. Ele considera assustadora a dependência que os jovens têm de seus aparelhos, a ponto de entrarem em desespero quando, por exemplo, o celular quebra. “Há uma dependência brutal.”

Do ponto de vista do aprendizado, o professor também vê mais problemas hoje, a começar por uma maior dificuldade de concentração. “Muito se fala que esta geração é mais versátil, capaz de estar ao mesmo tempo falando, ouvindo música, enviando mensagens e com 13 links abertos na tela do computador. Mas isso não é multitarefismo, é dispersão.” Dispersão essa que, na visão de Vailati, compromete a absorção de conhecimento mais profundo. “Se você põe na frente deles textos de Freud, Marx, Weber, que exigem mais concentração, eles entram em desespero. A que horas um menino desses vai ser capaz de se debruçar sobre esses assuntos?”

Muito se fala que esta geração é mais versátil, capaz de estar ouvindo música, enviando mensagens e com 13 links abertos na tela do computador. Mas isso não é multitarefismo, é dispersão – Henrique Vailati Neto, diretor do Colégio FAAP

A impressão do professor, na verdade, tem embasamento científico. Diversas pesquisas publicadas no site da Associação Americana de Psicologia (APA) desfazem o “mito do multitasking”. Em resumo, a neurociência afirma que nosso cérebro é capaz de fazer duas atividades simultaneamente apenas quando elas envolvem diferentes partes do cérebro — aumentar o volume da música no carro e dirigir, por exemplo —, mas, no geral, o que o senso comum entende por multitarefa tem a ver com o fato de que hoje nós passamos de uma atividade a outra com mais rapidez. Porém, a cada vez que a gente faz isso, o cérebro precisa recomeçar um processo de novo. Consequentemente, as chances de cometermos mais erros aumentam e a eficiência diminui.

RELAÇÕES LÍQUIDAS

Os dois professores parecem concordar ao menos em um ponto: a maneira apressada e abreviada de mandar mensagens – ou a simples escolha de sinais gráficos e “emoticons” na comunicação – tende a afetar o modo com que esses jovens se expressam, principalmente na escrita. “Há um grande empobrecimento da linguagem, das formas de expressão”, diz Vailati. “Me parece
razoável imaginar que só escrever frases rápidas e usar figurinhas vai, sim, ter um
impacto, embora eu ainda não perceba. Nessa batida, pode ser que daqui a muitos anos estejamos escrevendo pior”, afirma Pondé.

Para o filósofo, leva “uns 300 anos” para se ter uma análise de todas as implicações de tanta conectividade, sejam elas políticas ou afetivas. Mas lhe parece que ela de fato se insere em um mundo de relações mais superficiais – isso que o pensador polonês Zygmunt Bauman define como “relações líquidas”. Ele já declarou que uma das grandes vantagens das relações on-line, ou o que as torna mais atraentes do que as relações de carne e osso, é que são bem menos arriscadas: em uma conversa pela internet, se algo fica desconfortável é muito fácil se desconectar, sem grandes explicações ou culpa. Mas ele lembra que, como diz o provérbio, “não há almoço grátis”. Toda essa facilidade traz perdas, e entre elas está a capacidade de estabelecer relações de confiança, “para o que der e vier”.

Sidarta Ribeiro também se preocupa com esse aspecto, especialmente no que se refere à formação das crianças nesse mundo líquido. “Há estudos mostrando que crianças excessivamente expostas a tablets e jogos eletrônicos se tornam menos tolerantes ao contato social, em que não se pode fazer ‘reset’ nem comandar as atividades de modo unilateral.

A interação excessiva com máquinas no início da vida pode levar a prejuízos na capacidade de autorregulação e desenvolvimento emocional”, aponta o neurocientista.

GERAÇÃO PERDIDA

São muitos os cientistas sociais, psicólogos e pesquisadores de diferentes disciplinas que hoje se dedicam a estudar os efeitos do mundo digital (e, especificamente, da hiperconectividade) no comportamento e na saúde das pessoas. Mesmo este sendo um fenômeno recente – não faz dez anos que temos esse acesso ininterrupto à internet –, há estudos consistentes confirmando sensações que todos já temos. Um deles, divulgado há poucos meses pela Universidade de Waterloo, no Canadá, afirma que estamos nos tornando pensadores mais preguiçosos. Como os smartphones nos ajudam a encontrar rapidamente qualquer informação, seja um número de telefone ou a localização de um restaurante, estamos evitando cada vez mais pensar por nós mesmos. “Usuários de smartphones estão menos dispostos a fazer um esforço para realmente pensar sobre um assunto”, declarou Gordon Pennycook, doutorando no Departamento de Psicologia em Waterloo e coautor da pesquisa. “Ainda há muitas questões em aberto, mas a pesquisa fornece suporte para uma associação entre o uso pesado do smartphone e a redução da inteligência”, completa.

Outra pesquisa, esta da Universidade de Basel, na Suíça, examinou diferenças no uso da mídia digital entre adolescentes que têm smartphones e seus pares que usam telefones celulares convencionais. 362 jovens entre 12 e 17 anos participaram do estudo, e os resultados mostram que os donos de smartphones passaram mais tempo na internet – em média, 2 horas a mais por dia. Além disso, eles escreveram mais mensagens de texto por dia e apresentam mais distúrbios do sono e sintomas depressivos. Pudera: quando estão em suas camas, à noite, apenas 17% dos proprietários de smartphones desligam seus dispositivos, ou ao menos os colocam no modo silencioso. Quem dorme com um barulho desses?

Esta seria a geração perdida: uma geração que não está conseguindo transformar informação em conhecimento – Cristiano Nabuco, psiquiatra do Hospital das Clínicas

A recomendação dos pesquisadores é que os adolescentes – que, por sinal, têm demonstrado grave cansaço durante o dia – adotem um novo hábito, pelo menos 1 hora antes de deitar: colocar seus telefones nos modos off: “não perturbe”, “modo avião” ou, melhor, desligar mesmo. Não é fácil para quem já estabeleceu outro padrão. Mas é importante insistir na mudança, atesta Cristiano Nabuco, psiquiatra do Hospital das Clínicas, de São Paulo. Há nove anos ele criou no HC o Grupo de Dependência da Internet, que semanalmente dá atendimento a pacientes que perceberam o próprio excesso (ou, em boa parte dos casos, o excesso dos filhos) e decidiram procurar ajuda. “Um temor sobre o qual se tem falado é de que esta seria a geração perdida: uma geração que não está conseguindo transformar informação em conhecimento”, diz Nabuco.

APRENDER A PARAR

O grande problema, observa Nabuco, é que navegar horas e horas é de fato prazeroso. E facilmente pode se tornar uma compulsão. “O vício digital se desenvolve à medida que o cérebro libera dopamina, neurotransmissor que traz satisfação. Cria-se uma dependência comportamental, muito semelhante à de quem é viciado em jogo. Ou mesmo em drogas, embora neste caso, claro, exista a presença de uma substância externa.” Mas qual seria o antídoto para isso? Para o médico, a cura passa necessariamente por não deixar a internet tão disponível o tempo todo. Usar menos. Desconectar. “Pode utilizar, isso não tem volta. Mas é obrigatório ter períodos de distanciamento disso tudo. Criar o que chamamos de external stoppers, coisas que ajudem o indivíduo a se desligar, a se interessar por outras coisas.”

Um dos pioneiros da internet brasileira, apaixonado por tecnologia (e hiperconectado), o apresentador Marcelo Tas é um que está tentando lidar de outro jeito com o “excesso de celular”. “Todos hoje vivemos uma dependência total desses aparelhos. Todas as minhas informações estão no celular hoje: questões profissionais, de casa, dispositivos para pagamentos, para chamar táxi, para encontrar o caminho, para lembrar o nome de alguém… Esses suportes todos viraram quase extensões do nosso corpo.” Mas um episódio específico o fez entender que, não, o celular não é parte do corpo. Numa estação de esqui, de férias, Tas subiu a montanha, mas não abriu mão de levar o celular no bolso da frente da jaqueta, na altura do peito. Minutos depois, ele caiu e quebrou uma costela – e o impacto com o aparelho no bolso piorou as coisas. “Rolou um tombaço e aquele negócio ali, junto do coração.” No dia seguinte, com dor, mas recuperado, Tas perguntou a um instrutor onde ele deveria guardar o celular, na hora de esquiar. A resposta: o melhor lugar para guardar é seu quarto. “Caiu a ficha na hora. Aquele era um dos poucos momentos que tinha para mim, em que poderia plenamente ficar sem celular. Para que subir com o telefone?”, questiona ele, que hoje, quando está na casa de campo, por exemplo, passa praticamente o tempo todo com o aparelho desligado. “Adoro andar no mato e nessas horas fico tranquilamente off-line.”

Nossa persona nas mídias sociais é cada vez mais distante do nosso ser verdadeiro, o que torna muito difícil, por exemplo, dizer aos outros que estamos tristes ou deprimidos – David Baker, jornalista e consultor

O segredo é aprender a parar. E entrar em contato com coisas tão básicas quanto esquecidas hoje – ler livros, entrar numa aula realmente focado naquele assunto, encontrar uma atividade física prazerosa. Ou simplesmente experimentar ter uma conversa sem que o indefectível aparelhinho esteja à espreita, pronto para interromper tudo. David Baker, que na adolescência em Londres experimentou longos períodos sem eletricidade, por causa do racionamento de energia adotado na cidade na década de 70, diz que procura regularmente se desligar não só da internet, mas de luzes e ruídos de modo mais amplo. “Frequentemente eu desligo as luzes em casa e acendo uma ou duas velas. O efeito é impressionante. Pessoas conversando ao vivo, com pouca luz, falam com muito mais intimidade e honestidade.”

Sobre isso, o escritor britânico Pico Iyer lançou The Art of Stillness (A arte da quietude), livro em que faz provocações do tipo: “Em um mundo de constante movimento e distração, o melhor a fazer é não ir a lugar algum”. Em uma palestra de menos de 20 minutos que é um dos maiores hits da plataforma TED Talks, o autor conta que tem notado cada vez mais pessoas tentando conscientemente abrir um espaço em suas vidas. “Algumas pessoas vão para resorts do tipo ‘buraco negro’, onde gastam centenas de dólares por dia para entregar seu celular e laptop na recepção quando chegam”, diz ele. “Outras, antes de dormir, em vez de checar mensagens ou espiar o YouTube, apenas apagam as luzes e escutam música. E percebem que dormem bem melhor.”

Parece simples. Que tal tentar?

NO LIMITE

O neurocientista Sidarta Ribeiro* fala sobre este mundo de intensa estimulação sensorial

O que acontece com o sono das pessoas hoje, neste contexto de hiperconectividade?
A luz elétrica, o rádio e a televisão transformaram a noite em um período de intensa estimulação sensorial. Mas o advento dos computadores, celulares e da internet levou essa transformação a um patamar inédito. Agora as pessoas não apenas dormem menos, mas dormem de modo fragmentado, interrompido pelos sinais que avisam sobre a chegada de uma nova mensagem.

Existe uma medida ideal de horas diárias para estarmos on-line?
É difícil dar uma resposta cabal a essa pergunta, mas certamente vivemos uma tendência ao exagero. Na China estima-se que existam 30 milhões de pessoas “viciadas” em internet. Essa estimativa considera vício a utilização de internet por mais de 6 horas diárias, por 3 meses ininterruptos. Há estudos ligando tais hábitos extremos a comportamentos autodestrutivos e à obesidade.

Você tem algum ritual para se desconectar? Que conselhos daria a quem está tentando?
É quase impossível ler ou escrever com tranquilidade quando se é bombardeado por mensagens e notícias. Por essa razão me desconecto com frequência, refreando (às vezes com dificuldade) a compulsão de navegar na web. Em casa, eu e minha esposa limitamos o acesso de nosso filho a TV e web. Minha sugestão é realizar atividades que exigem estar off-line: artes marciais, natação, danças, teatro.

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Sidarta Ribeiro é professor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. À frente do laboratório de Sono, Sonhos e Memórias da universidade, ele alerta que o excesso de estímulos sensoriais à noite compromete o repouso – e tem impacto em nossa capacidade de aprendizado 

PARA SE INSPIRAR

5 palestras rápidas sobre a importância de desconectar, na plataforma TED Talks

1_ Pico Iyer: A Arte da quietude
O escritor viajante analisa as descobertas que surgem quando reservamos um tempo para a quietude e que estratégias podemos usar para isso.
http://goo.gl/ecu5ef

2_ Sherry Turkle: Conectados, mas sozinhos?
Esperamos cada vez mais da tecnologia – e menos um do outro? A autora best-seller estuda como nossa persona on-line estão redefinindo a conexão humana.
http://goo.gl/vmk1rb

3_ Paolo Cardini: Esqueça o multitarefa, tente a “monotarefa”
O designer questiona a eficiência do mundo multitarefa e propõe medidas bem-humoradas como antídoto.
http://goo.gl/pzCj3y

4_ Andy Puddicombe: 10 minutos de consciência
10 minutos sem falar nada ou mesmo sem pensar? O pensador descreve o poder transformador de dar um tempo para a mente e viver o momento presente.
http://goo.gl/Ab4eU1

5_ Carl Honoré: Em defesa do devagar
Especialista nos movimentos slow, o jornalista alerta que a pressa tem corroído a saúde, a produtividade e a qualidade de vida.
http://goo.gl/6BGFEL

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Jornalista, escritor, coach e consultor, o inglês David Baker foi editor da revista Wired e hoje é professor da The School of Life de Londres. Colaborador de publicações como The Guardian e Wallpaper, defende que não é preciso abandonar a tecnologia – basta aprender a usá-la (e desligá-la)