Há nove anos ela deixou a experiência no mercado financeiro para assumir a biblioteca da FAAP e realizar grandes feitos, como a informatização do acervo

Entre livros, publicações acadêmicas, arquivos e documentários trabalha a bibliotecária Marilena Coscia, 48 anos, uma apaixonada pela sua profissão: pesquisar, organizar dados, colocar tudo no lugar e oferecer a informação exata a quem procura, de forma certeira e rápida.
Há nove anos, ela é a bibliotecária-chefe na FAAP. Antes disso, exerceu o mesmo cargo na Bolsa de Valores de São Paulo. “O trabalho era parecido, mas direcionado ao mundo financeiro.”

Administrar a biblioteca da Fundação foi um desafio que encarou com interesse. “Quando entrei, uma de nossas prioridades era colocar a tecnologia a favor do usuário. Fizemos isso com pioneirismo”, ela conta. Em meados dos anos 2000, todo o acervo da instituição foi informatizado com grande participação de Marilena. “Hoje, somos referência no meio acadêmico.”

Uma das novidades que encontrou na mudança da Bolsa para o meio acadêmico foi justamente o público que passou a atender. O contato com os alunos não só a instigou, mas fez com que aprendesse novas coisas. “As pessoas aqui são muito mais abertas para o diálogo. Eu vinha de um mundo de negociações, mais formal. Na FAAP, aprendi a ouvir e também a ser ouvida. Encaro tudo com mais leveza por causa dessa vivência.”

Para ela, um dos maiores desafios que teve desde que assumiu o cargo na Fundação foi a implantação da biblioteca do Colégio FAAP de Ribeirão Preto, que ocorreu em 2012. “É maravilhoso trabalhar em um projeto e vê-lo andar, sair do papel e se materializar. A satisfação é gigantesca.”