"Uma marca legítima pode se diferenciar e há garantia da introdução de uma diversidade de produtos em novos territórios"

A comunicação da marca versa cada vez mais sobre os aspectos imateriais do produto do que os materiais. Tais elementos convocam a subjetividade e imaginação, características que, para poderem ser captadas pelo consumidor, trazem desafios a essa comunicação.

A marca constrói no entorno do produto um mar de significados. Longe de limitá-lo a uma mera função de mercadoria, ela o diferencia e enriquece, tornando-o único. Ela funciona como um texto literário ou como uma obra em criação, construindo mundos possíveis, distintos por suas próprias especificidades. Há três propriedades reconhecidas pelo público para adesão à proposta de valor da marca: a credibilidade, a legitimidade e a afetividade.

Dessa maneira, se a marca reúne as três, aumenta a aceitação da sua identidade. Uma marca crível está menos vulnerável aos ataques da concorrente. Uma marca legítima pode se diferenciar e há garantia da introdução de uma diversidade de produtos em novos territórios. Uma marca munida de forte carga afetiva produz em seus consumidores maior chance de fidelização.

Alessandra Cristina Bonilha é professora do curso de Artes Plásticas