A mediação possibilita que os interessados, sob o cuidado de um profissional capacitado, voluntariamente, dialoguem

Trabalhar com solução de conflitos é desafiador. Apesar da conotação de algo negativo, é fato que os conflitos estão aí. Não importa a complexidade, temos que lidar com eles. Neste contexto, a mediação e a conciliação têm sido bem acolhidas como meios de solução pacífica de conflitos. A mediação possibilita que os interessados, sob o cuidado de um profissional capacitado, voluntariamente, dialoguem. É um processo informal, flexível, organizado e orientado. Confidencialidade e imparcialidade são dois de seus princípios. A palavra importa. Há necessidade de adequação da comunicação. Deve-se construir a confiança e mantê-la, para isso a transparência (decisão informada) é fundamental. A escuta é atenta. Não há obrigatoriedade de celebração de acordo. No entanto, se acontecer, a disputa por uma posição dará lugar ao acolhimento de interesses comuns. Quando as pessoas falam e são ouvidas, mudam sua forma de olhar para a situação. O impossível torna-se viável. Não é mágica, é mediação.

Juliana Cassano Cibim é professora do curso de Direito e coordenadora do Clube de Negociação da FAAP