Ignorar o passado pode limitar sua capacidade analítica e comparativa entre aquilo que a empresa tem capacidade comprovada de realizar

O principal horizonte para as práticas de gestão de uma empresa é sempre o futuro: definir objetivos partindo tanto de fatores externos, como as tendências nos hábitos de consumo e a compreensão do cenário econômico, quanto decidir pelos instrumentos internos mais adequados para concretizar o planejado. Acredita-se que a base de informações que alimenta a gestão empresarial possui caráter preditivo e universal – a trajetória histórica da empresa no mercado, bem como o distanciamento das especificidades locais, podem ser excluídos deste processo. Este tipo de visão se tornou predominante no campo da gestão, embora, em contrapartida, existam perspectivas teóricas institucionais que prezam por demonstrar a relevância de práticas passadas da empresa como legitimadoras de ações futuras. Se quiser ampliar seu escopo de atuação, o gestor deve se atentar ao fato de que ignorar o passado pode limitar sua capacidade analítica e comparativa entre aquilo que a empresa tem capacidade comprovada de realizar com opções desconectadas de sua realidade.

Viviane Oliveira é professora do curso de Administração e Integrante do Núcleo Interdisciplinar de Professores