Pela exposição que o indivíduo gera para a marca, vale a pena pensar quem é você no mundo digital

Ao abrir sua rede social favorita, muito provavelmente você já se deparou com algo como “O que você está pensando?” ou “O que está acontecendo?”, e isso pode ter estimulado você a compartilhar com toda sua rede o que você tinha a dizer. Esse processo, de uma forma bem simplista, acaba por criar um “diário virtual” que, junto com todas as suas curtidas, compartilhamentos e comentários, cria uma representação digital de quem você é.

Diferente daquele bom e velho diário que você conseguia esconder, suas “pegadas digitais” ficam lá para todo mundo ver, e, se você tem certa celebridade, não é incomum que seus pensamentos voltem para te assombrar. Verba volant, scripta manent deveria ser o mantra do século 21, para propor uma reflexão tanto sobre a efemeridade do discurso quanto sobre a responsabilidade de colocar algo que potencialmente pode ser visto por todos.

Neste momento, em que grandes empresas estão sempre de olho em quem seus empregados (ou futuros empregados) são nas redes, pela exposição que o indivíduo gera para a marca, vale a pena pensar quem é você no mundo digital.

Victor Grinberg é professor do curso de Relações Internacionais.