Para que haja o desenvolvimento da nação, é preciso que o novo profissional da engenharia atue de maneira ampla e irrestrita

Ordem e Progresso, nunca os dizeres da nossa Bandeira Nacional foram tão atuais. A ordem que está se implantando na nação é irrefutável e inegável. Nunca as instituições fizeram tanto para o retorno da ordem a nação; mas ordem feita, será a vez do Progresso, processo pelo qual as nações evoluem e enriquecem e, nesta área o Brasil é um país de vastos campos.

Como fez a Coroa Portuguesa na estruturação organizacional da Nação, mais especificamente Dom Pedro II e Barão de Mauá, que eram desenvolvimentistas/ progressistas natos e disputavam por saber quem conseguiria implantar melhores infraestruturas no país. Dessa “briga”, o Brasil lucrou com os primeiros telefones do mundo e as primeiras ferrovias do planeta.

A disputa construtiva entre os dois era de ordem invejável e inegável, trazendo consequências extremamente proveitosas para nosso país e implantando um processo interminável de progresso. Neste contexto, estão os engenheiros que são imprescindíveis para a implantação dos processos de crescimento da nação, nas mais diversas áreas de atuação, como planejamento, desenvolvimento de tecnologias, gestão de processos e produtos e operacionalização dos empreendimentos. Um infinito campo de possibilidades de atuação profissional e amplas opções de empregabilidade no mercado de trabalho.

O engenheiro moderno tem uma característica muito especial. Trata-se da ampla e irrestrita atuação universal. Esse profissional deve atuar com amplos e diversos conhecimentos em diferentes segmentos. Desde seus conhecimentos específicos de civil, elétrica, mecânica, produção, química, materiais e minas, além de outras especializações, integrando-se com as áreas de saúde, biologia, sociologia, filosofia, meio ambiente, programação e informática.

Basta verificarmos a quantidade de ferramentas de informática que utilizamos hoje em dia, para percebemos que todos nós nos tornamos “entendidos” em informática. Sem engenheiros não há estradas, água nas casas, serviços de telecomunicações, nem pontes e viadutos, bem como não existiriam os automóveis, máquinas, equipamentos, eletrodomésticos, tecidos, roupas e energia. Sem o processo tecnológico da engenharia as nações voltariam à era medieval, o que seria um total retrocesso no processo de evolução.

Para que haja o desenvolvimento da nação, é preciso que o novo profissional da engenharia atue de maneira ampla e irrestrita, considerando todos os fatores do conhecimento inerentes ao processo de implantação de uma obra, como sociais, ambientais, filosóficos e tecnológicos, entre outros.

Paulo Sérgio Lanzarotto, professor do curso de Engenharia da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP)

Originalmente publicado no Instituto de Engenharia – julho 2018.