Aprender a escrever é mais do que alfabetizar-se

Escrever é algo cada vez mais difícil. Não apenas a construção das frases, as escolhas linguísticas, mas sobretudo em fazê-lo de maneira original e interessante. É evidente que muitas pessoas têm ideias, mas parece ser quase impossível transformá-las em texto. Por isso, os cursos que ensinam a escrita são cada vez mais comuns. É só entrar na internet para perceber que proliferam: confecção de roteiros, de escrita literária, ou escrita comercial. A Brown University rendeu-se. Tradicional instituição nos Estados Unidos – foi fundada em 1764 –, possui 40 departamentos, cerca de 8.500 alunos, e oferece mais de 2 mil cursos. O de escrita de não ficção é parte de um programa do Departamento de Inglês e ensina de tudo relacionado ao tema: desde escrita de livros, roteiros, até como escrever uma tese de doutorado. Ou seja, aprender a escrever é mais do que alfabetizar-se, mas, e principalmente, aprofundar-se no rico léxico da própria língua e aprimorar-se na capacidade de se expressar por meio da palavra. É, sobretudo, saber contar histórias.

Monica Rugai Bastos é coordenadora do curso de Jornalismo