A natureza de cada empresa deve ser tratada de maneira singular e apropriada às suas especificidades

O uso das práticas de governança corporativa no processo de sucessão em empresas de controle familiar vem ganhando relevância na literatura acadêmica e nas corporações. O grande desafio está na preparação para mudanças que dizem respeito ao processo sucessório. Nele, deve-se ter o respaldo de práticas que auxiliem o momento e que propiciem o clímax para a sucessão. Deve haver cautela e planejamento, levando em consideração a vontade do fundador e também o ambiente empresarial que permeia a organização. Neste cenário, a cultura da empresa se mantém preservada e respeitada pelos familiares. A despeito da complexidade, mensuração e eficiência das práticas de governança, conclui-se que a natureza de cada empresa deve ser tratada de maneira singular e apropriada às suas especificidades. Repousa na estrutura de governança corporativa a responsabilidade por renovar as expectativas de crescimento da organização.

Livia Paulucci de Freitas é professora do curso de Administração