Destacam-se no mundo da comunicação aqueles capazes de produzir histórias sedutoras em meio ao turbilhão informacional

O excesso de informação é hoje um dos temas mais recorrentes nos estudos em Comunicação e Artes. Tanto quanto a constatação de que as pessoas estão mais distraídas. E entediadas. Seja na sala de aula, numa reunião com os amigos ou até num jantar “romântico”. Walter Benjamin e Marshall McLuhan já explicaram esse efeito como uma resposta neuronal à nova realidade. Tornarmo-nos distraídos é uma espécie de defesa: nossa atenção distraída nada mais é que uma atenção fragmentada, para Benjamin, ou autoamputada, para McLuhan. O tédio e o sentimento de vazio são seus sintomas mais dolorosos. Por isso, destacam-se no mundo da comunicação aqueles capazes de produzir histórias ou narrativas sedutoras para “chamar a atenção” em meio ao turbilhão informacional. E aí tem de tudo: da real criatividade e relevância ao sensacionalismo mais barato e, muitas vezes, degradante – que só contribui para anestesiar nossos sentidos. Para não naufragar nesse oceano é preciso assumir o próprio leme: parar, refletir, escolher. Descobrir seu desejo mais íntimo e mais intenso. E prestar atenção.

Edilamar Galvão é professora do curso de Comunicação e Marketing e do curso de Artes Plásticas