O processo de mudança é irreversível e engajar-se nesta tendência é engajar-se na superação da crise

Vivemos um tempo em que predominam a intolerância e o preconceito. Como viver nesse pântano de incertezas em que as turbulências são imprevisíveis? Para o filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein, “uma palavra nova é como uma semente fresca que se joga no terreno da discussão”. Tudo o que devemos fazer é esvaziar a mente e, sem medo, nos abrir para novas experiências. Aliás, a ousadia é fundamental para que sejam rompidos modelos canonizados. Imagine o público presente na partida entre Bonsucesso e Carioca, em 1932, assistindo atônito ao atacante Leônidas da Silva inventar o gol de bicicleta? Sem ferir as regras do jogo, ele encontrou uma nova possibilidade de marcar o gol e encantar a todos. Quero dizer com isso que profissionais das mais diversas áreas podem ser capazes de quebrar a matriz estabilizadora e viabilizar novas oportunidades. É preciso arriscar mais e investir no que parece inviável. O processo de mudança é irreversível e engajar-se nesta tendência é engajar-se na superação da crise. É buscar uma perspectiva alternativa que seja inspiradora de novos saberes.

Rubens Fernandes Junior é diretor do curso de Comunicação e Marketing