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Musical Pippin, clássico da Broadway dos anos 70, estreia mais atual do que nunca em nova temporada no Teatro FAAP

Na época de sua estreia, em 1972, Pippin fez uma verdadeira revolução nas bilheterias da Broadway. O musical, vencedor de cinco Tony Awards, conta a história do príncipe Pippin, herdeiro do trono que, em uma jornada existencial, deseja derrotar a soberania de seu pai com simplicidade e afeto. Depois de 45 anos da primeira e única montagem no Brasil, o espetáculo volta aos palcos nacionais no Teatro FAAP, em uma direção conjunta de Charles Möeller & Claudio Botelho. Para Claudio, Pippin é uma comédia cínica e atual. “Não é um espetáculo de mensagens, é um espetáculos de perguntas”, resume.

O que faz com que o musical continue sendo atual?

Atuais são as histórias que falam de guerra, de poder, de luta contra qualquer tipo de arbitrariedade. Pippin é isso. É a disputa de um filho contra um pai tirano, é a disputa daquele que decide comandar o reino sem violência. Parece uma ironia, mas é tudo que estamos vivendo no nosso país.

Pippin traz aos palcos uma jornada existencial forte para os jovens e se passa num teatro dentro de uma faculdade. Qual é a importância de refletir sobre isso?

Pippin chega da universidade e encontra em seu reino a atrocidade, o mau uso do poder. A peça representa a eterna luta de um jovem em descobrir como transformar o mundo. O grande desafio, porém, é se perceber cometendo os mesmos erros dos mais velhos.

No Camarim

O que Jô Soares escuta, Lê e assiste antes de encenar a peça o livro ao vivo, com o jornalista e amigo Matinas Suzuki, no Teatro FAAP

As cortinas do Teatro FAAP abrem pontualmente às 21 horas de quintas, sextas e sábados durante a temporada de O livro ao vivo. No palco, Jô Soares e o amigo Matinas Suzuki Junior, jornalista com quem escreveu os dois livros de sua autobiografia, batem papo e contam algumas das saborosas histórias do apresentador. Aos 81 anos, Jô não tem grandes rituais antes de entrar em cena. Nos dias de peça, dorme e acorda bem tarde, como de costume. Mantém o hábito de ler de dois a três livros ao mesmo tempo e assiste episódios de suas séries e documentários preferidos. Faltando menos de duas horas para o espetáculo começar, se arruma e segue para a FAAP, já vestido e maquiado. “É a primeira vez que faço a peça maquiado. Tudo por causa do tombo que levei em casa, perto da estreia, que me deixou com um hematoma na cabeça. Foi um tombo horrível. Fui calçar uma botinha e tropecei… Meu anjo da guarda trabalhou duro, viu?”

Jô explica que não tem necessidade de grandes preparativos antes de subir no palco. “Apenas fazemos o que há muitos anos repetimos: conversar sobre boas histórias e dar risada. Mas tem de ter um roteiro, e o público quer sempre mais’’, diz o jornalista, que aumentou o tempo de duração do espetáculo e incluiu uma história inédita, que não está nem nos livros, sobre o filho de Jô, Rafael, que sofria autismo e faleceu em 2014. Sobre estar de volta ao Teatro FAAP, Jô é categórico: “Tudo o que eu tenho na vida, eu devo à plateia. O palco me dá fôlego”.

Dicas Do GorDo:


_“Leio vários livros ao mesmo tempo. Estou adorando Uma história da Roma antiga, da historiadora Mary Beard.”

 

_“A série francesa Dix Pour Cent, da Netflix, me pegou. E o Matinas me indicou outra ótima, da HBO: Breslin e Hamill: As vozes de Nova York.

 

_“Da música atual eu gosto muito de ouvir Lady Gaga. Ela é tipo a Madona, mas é ainda mais solta.’’