Conheça nosso novo projeto: um espaço para estimular a criatividade e aproximar executivos e alunos na busca por ideias inovadoras

Quem conhece a jornada empreendedora já está acostumado a etapas como validação – momento em que uma ideia é colocada à prova para ver se existe demanda – e pivotagem, quando, por algum motivo, a proposta do negócio muda de direção. De olho no que acontece no ecossistema, chegou a vez de a própria FAAP pivotar um projeto de sucesso e lançar algo mais inovador ainda: o FAAP Business Hub, espaço para que executivos de grandes empresas interajam com alunos e ex-alunos empreendedores e, juntos, cocriem novos projetos. A novidade entra no lugar do Centro de Empreendedorismo, fundado em 2003 e que, só nos últimos quatro anos, recebeu mais de 400 projetos de negócios de alunos. “Fomos a primeira instituição educacional a ter um núcleo especial de empreendedorismo e, agora, somos pioneiros ao oferecer um local que fomenta a inovação e o relacionamento entre as gigantes e as startups”, afirma Alessandra Andrade, coordenadora e idealizadora do Hub. “É, de fato, a nossa aceleradora. Entraremos em soft-openning a partir de setembro e continuaremos mexendo na estrutura e lançando novas atrações. O legal é que os alunos dos 17 cursos de graduação podem participar de todas as etapas e processos, inclusive com intervenções artísticas.”

A ideia é que, durante ciclos de 21 dias, empresas aloquem parte de seus times no espaço não só para usufruir do ambiente da Fundação, mas também para trabalhar com a colaboração de alunos e ex-alunos empreendedores. “É um intervalo longe das hierarquias e estruturas tradicionais e a chance de testar, se renovar e conhecer uma outra maneira de tirar ideias do papel”, explica Alessandra.

Os executivos das empresas que participam das imersões ainda recebem capacitação e apoio técnico dos docentes da FAAP e acesso aos cerca de 80 espaços da instituição destinados ao desenvolvimento de projetos, o que inclui, por exemplo, a oportunidade de utilizar laboratórios para prototipar ideias com impressoras 3-D, máquinas de solda e os estúdios de Rádio e TV.

Construído onde antes funcionava o Centro de Empreendedorismo, o conceito do Hub vai além do que conhecemos como coworking. Com 300 metros quadrados, o local vai contar com bancadas de trabalho multiuso – que se adaptam às atividades do espaço – e salas de reunião, além de arena para palestras e mentorias. Na programação de eventos, há talks com aceleradoras, empresários, incubadoras e fundos de investimento. “A ideia é derrubar todas as paredes para ter um espaço caórdico (caos e ordem combinados), que tenha capacidade para receber várias atividades acontecendo ao mesmo tempo”, conta o ex-aluno de pós em Gestão de Negócios na FAAP Augusto Chiarella Aielo, responsável pelo desenvolvimento de uma das possibilidades de projetos do Business Hub e fundador da Soul Urbanismo, startup vencedora do primeiro Desafio #EmpreendaFAAP – uma iniciativa do então Centro de Empreendedorismo em parceria com a Escola de Negócios Sebrae-SP, que premiava os vencedores com mentorias. “Foi interessante participar da elaboração de um dos projetos do Hub porque o Centro foi muito presente durante a minha jornada na FAAP. Além de aproveitar o espaço como aluno, depois voltei para dar aulas de modelagem de negócios.”

O B.Hub será também um canal de marketing institucional, onde empresas poderão estar presentes com suas marcas, além de usufruírem do espaço.

Imagem referente a uma das possibilidades de projeto para o B.Hub

Ganha-ganha

A nova atração da FAAP acompanha a tendência mundial de open innovation, termo cunhado em 2003 pelo acadêmico norte-americano Henry Chesbrough para incentivar a interação entre organizações e pessoas ou empresas externas. A prática é conhecida por gerar novas ideias, agilidade nos processos e, consequentemente, menos custos. “Esse intercâmbio entre os dois públicos faz todo sentido. As empresas já perceberam que precisam se atualizar rápido para sobreviver, e isso inclui se abrir para profissionais com habilidades diferentes”, afirma Henrique Diaz, diretor de conteúdo da Box1824, agência de pesquisa de tendências. “Hoje, mesmo que a tecnologia não seja o foco de um negócio, ela está presente em tudo, e os que mais estão familiarizados com este universo são as novas gerações.”

Lá fora, gigantes como Microsoft e Procter & Gamble já criaram iniciativas para beber da fonte de pequenas e enxutas empresas. Aqui no Brasil, por exemplo, o Itaú criou o Cubo, centro onde trabalham várias startups, e a Porto Seguro inaugurou a aceleradora Oxigênio. “Essa proximidade é algo que tem se mostrado cada vez mais importante no mercado, mas não são todas as empresas que têm estrutura para isso. Aqui na FAAP, a ideia é que elas aproveitem a superestrutura que temos no campus e inovem em suas áreas de atuação com a participação de nossos alunos”, explica Alessandra. “Todos saem ganhando: as empresas e os estudantes.”

Para José Marques, consultor de negócios do Sebrae-SP, além de estar alinhada com o futuro do trabalho, a iniciativa da FAAP reforça um novo modelo de educação. “Ter a oportunidade de se envolver com demandas reais ao lado de executivos é a melhor maneira de colocar em prática aquilo que é ensinado em sala de aula. Com certeza, os alunos sairão à frente, e as empresas que se abrirem para esse tipo de inovação, também”, diz.

Imagem referente a uma das possibilidades de projeto para o B.Hub

O que pode surgir da proximidade entre startups e empresas?

Por José Marques, do SEBRAE-SP

MINDSET INTRAEMPREENDEDOR_ “Ter profissionais dispostos a criar novos projetos tende a gerar inovação constante dentro e renovar as competências do time.”

AGILIDADE_ “A implementação de metodologias ágeis, como design thinking e UX, comuns no dia a dia das startups, elimina etapas e custos na hora de desenvolver ideias.”

EXPERIÊNCIA MÚLTIPLA_ “Os alunos sairão da faculdade já com a experiência de trabalhar em projetos reais. Ao mesmo tempo em que aprendem, também vão oxigenar o modo de agir dos executivos.”