Um dos maiores produtores de cinema do Brasil, ele construiu uma forte rede de relacionamentos NA FAAP

O produtor de cinema Caio Gullane, 41 anos, está por trás de vários filmes premiados, como O ano em que meus pais saíram de férias e Bicho de sete cabeças. Sua mais recente produção, o longa Que horas ela volta?, acaba de receber o Prêmio Especial do Júri no festival de Sundance, em Utah, nos Estados Unidos. Todo esse sucesso é, em grande parte, devido aos anos vividos no curso de Cinema na FAAP e às conexões feitas nesse período, entre 1993 e 1995. “Foi lá que comecei a entender o cinema, onde fiz amigos, onde conheci minha mulher [a artista plástica Paula Bleier] e onde se iniciou a minha produtora”, conta Caio, dono da Gullane. Até hoje, ele convive – e trabalha – com muitos ex-colegas. “Criamos um cineclube, que tinha programação própria. A gente se encontrava e sempre surgiam muitas ideias”, diz. “Foi também a partir disso que eu, André Montenegro, Laís Bodanzky, Daniel Martins, Mauro Martins, meu irmão e outros amigos formamos esse time que ainda se vê e trabalha junto. É mesmo 
uma rede que não tem fim”, resume.

Fabiano Gullane

Irmão de Caio e sócio na Gullane. juntos idealizaram e criaram a produtora. De 1996 até hoje, produziram mais de 30 longas-metragens.

“Ele é minha cara-metade, a gente tem uma relação complementar. O Caio entrou na faculdade um ano depois de mim e foi aí que iniciamos a parceria de trabalho. A gente trabalhava e saía junto, e os amigos eram os mesmos. Só guardo boas recordações desse tempo.”

André Montenegro

Trabalhou com Caio 
nas produções de Chega de saudade (2007) e Kenoma (1998)

“Em 1997, Caio me chamou para fazer o Kenoma, primeiro filme do qual participei. Depois, acabei trabalhando com ele em muitos outros projetos, foram mais de 20. Ter conhecido o Caio foi fundamental, com ele aprendi a trabalhar em produção.”

Daniel Augusto

Dirigiu o longa Amazônia desconhecida (2013), produzido pela Gullane, assim como o curta Festa das Candeias (1994).

“Conheci o Caio pelo irmão dele, que era meu colega de sala. 
A gente ficou amigo e fizemos nossos primeiros curtas juntos. Até o papo de bar era sobre cinema. A faculdade foi apenas o início de uma parceria e amizade que duram até hoje.”

Paula Bleier

Cenógrafa e artista plástica, trabalhou com Caio em vários filmes, o mais recente deles Brincante (2014). Além de parceiros de set, são casados há 20 anos.

“Desde a faculdade estamos juntos. Comecei a trabalhar com cinema como secretária de produção no longa Kenoma (1998), quando estava grávida da Julia, nossa primeira filha. Nossa família foi construída a partir do cinema e também da FAAP.”

Mauro Martins

Diretor de cinema e de televisão, fez diversos trabalhos com a Gullane, como o longa Chega de Saudade.

“Nos conhecemos em um dos bares da Praça Vilaboim. O tempo que passamos na faculdade foi muito importante para as relações profissionais e pessoais. Foi o lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas.”

Laís Budanzky

Um dos principais nomes do cinema nacional, a diretora contou com a Gullane para a produção de dois de seus principais filmes: Bicho de Sete Cabeças (2001) e Chega de Saudade.

“Foi fantástico ter encontrado na FAAP essa geração maravilhosa de gente do cinema. Bicho de sete cabeças, meu primeiro longa, começou dentro da faculdade. E eu pude contar muito com o apoio do Caio e dos amigos.”

Fotos: Paulo Cesar Lima / Beatriz Lefèvre / Arquivo pessoal