Atletas contam como o esporte mudou o rumo de suas carreiras que começaram na FAAP

A atividade física sempre foi combustível na vida desses quatro atletas, que desde os tempos de faculdade colocavam o corpo em movimento, testavam seus limites e acumulavam experiências. A ciclista Viviane Favery, o jogador de polo aquático Lucas Vita, o triatleta Marcelo Moreira e o jogador de polo José Meirelles são exemplos de como o esporte mudou o rumo de suas carreiras e como a FAAP foi peça fundamental para que histórias como essas pudessem ser escritas


VIVIANE FAVERY, 31 ANOS

PROMESSA OLÍMPICA

Ao se formar em Publicidade e Propaganda uma década atrás, Viviane Favery não poderia imaginar que estaria treinando para conquistar uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. “Sempre quis ser atleta, mas esporte não era profissão para minha família”, conta. Em 2008, como ex-aluna, participou de sua primeira corrida de aventura promovida pela FAAP, a EcoAdventure, em Punta Del Este, no Uruguai. Seguiu participando por quatro anos até decidir, aos 28, largar a carreira de executiva para se dedicar ao mountain bike. Bicampeã brasileira na categoria XCM (2015 e 2017), já integrou uma equipe alemã e hoje é atleta da marca norte-americana Cannondale Racing Brasil.

Como a FAAP incentivou você no esporte? A FAAP foi o pontapé inicial, foi por meio do EcoAdventure que entrei em contato com o esporte, com o meio da aventura e iniciei no moutain bike.

O que levou dessa experiência? É muito importante a faculdade ter eventos como o EcoAdventure. Me trouxe um networking que continua vivo, ela deixou esse legado.


MARCELO MOREIRA, 31 ANOS

HOMEM DE FERRO

Marcelo Moreira corre 80 quilômetros, nada 22 mil metros e pedala 350 quilômetros por semana, especialmente na preparação para as provas. Este ano, seu desafio é chegar entre os primeiros colocados do Ironman, uma das mais tradicionais do triatlo.
Por quatro anos, durante o curso de
Arquitetura, fez parte da equipe FAAP de corrida de aventura. “Corríamos de 12 a 15 provas por ano”, relembra o ex-aluno. Paulista de Ribeirão Preto, aos 15 anos já participava de competições de mountain bike. Hoje, é diretor de triatlo no clube Pinheiros, em São Paulo, e três vezes por ano vai a Nova York competir pela equipe Full Throttle Endurance.

O que aprendeu com a equipe da Faap? As provas de longa distância me ensinaram muito sobre ser um atleta de equipe. Corrida de aventura requer espírito de equipe, de convivência. Não tem como correr a prova sozinho.

O que significou o apoio da Faap? Lido com atletas que querem ir para os Jogos Olímpicos e eles não têm a infraestrutura que a Faap disponibilizava simplesmente para incentivar o esporte. Tínhamos os melhores equipamentos, médicos, viagens patrocinadas. Esse tipo de apoio não existe no Brasil hoje.

LUCAS VITA, 32 ANOS

DE BRAÇADA 

Quando Lucas Vita entrou em Administração na FAAP tinha apenas 17 anos e havia trocado a natação pelo polo aquático. Mas o esporte era familiar a ele; cresceu vendo o avô e o pai jogarem. “Um ano depois, fiz o curso de empreendedorismo e mudei de área”, conta Lucas, que se formou em Arquitetura e durante seus anos de estudante participou de provas do EcoAdventure na Costa do Sauípe, na Bahia, e em Bariloche, na Argentina. Hoje, Lucas intercala os projetos que toca com os treinos no clube Pinheiros, em São Paulo. Como canhoto e atacante, representou o país no Panamericano de 2007 e optou por ficar de fora dos Jogos Olímpicos do Rio para terminar a faculdade.

Como foi o apoio da FAAP? Eu viajava para competir, fui algumas vezes para o Leste Europeu. E os professores me incentivavam a olhar para o urbanismo das cidades, as construções e escrever relatórios, buscando fazer relações com as matérias.

O que o EcoAdventure proporcionou a você? Os eventos da FAAP tinham o intuito de promover o encontro de pessoas de cursos diferentes, que até então nem se olhavam. Estimular o trabalho em equipe é algo que só o esporte te dá. Fiz meus melhores amigos nas corridas de aventura.

JOSÉ MEIRELLES, 20 ANOS

PURO SANGUE 

José Carlos Meirelles não só herdou o nome do pai, como também o gosto pelo hipismo. Zé, como é chamado pelos amigos da FAAP, ou Ziza, seu apelido no meio do polo, nasceu na cidade de Knoxville, no Tennessee, Estados Unidos, quando seu pai jogava profissionalmente no país. Aos 12 anos, já de volta ao Brasil, começou a treinar em Indaiatuba, interior paulista, onde fica a fazenda da família e um dos centros do esporte no país. “Gosto do polo porque não depende só de talento. Você tem que ser bom com o cavalo e tem que ter um cavalo bom”, diz José, que atingiu o nível profissional em 2013 e ano passado jogou pela seleção brasileira nas qualificatórias para o Mundial.

Por que escolheu cursar Administração? Além de ser um curso amplo, com possibilidade de atuar tanto na fazenda como na imobiliária da minha mãe, o polo é um esporte que requer organização, é um esporte único.

De que maneira a FAAP apoia você como atleta? A FAAP sempre entendeu a minha necessidade de viajar para disputar os torneios.