Diretor de conteúdo da Netflix dá dicas sobre o que procura no Brasil

 

Ted Sarandos adora originalidade. Tanto que durante sua entrevista para entrar na Netflix, ele, em determinado momento, literalmente, dançou. “Ser você mesmo é o que te faz único”, resumiu o diretor de conteúdo da Netflix, que, pela indicação da ex-aluna de Cinema Isadora Laban, foi à FAAP bater um papo com os estudantes.

Na conversa, conduzida por Chris Sanagustin, diretora de conteúdo internacional original da Netflix, Ted falou sobre as oportunidades e os desafios do setor audiovisual e a razão pela qual a provedora de séries e filmes está investindo no Brasil. “Em 2011, a Netflix apostou na expansão para a América Latina e três anos depois abriu seu escritório em São Paulo. Foi um negócio incomum. Em geral, as empresas americanas vão primeiro para a Europa e depois para a América Latina. Fizemos o contrário. E pensamos no Brasil, por ter um público jovem, que gosta de filmes, é conectado e tem apetite por séries do mundo inteiro.”

Responsável desde 2000 pela área de aquisição de conteúdo da empresa e um dos executivos que liderou a estratégia de investir em produções originais, ele revelou o que busca em um projeto. “Tem que ser uma história humana, bem contada, com personagens envolventes, seja num futuro distópicoounumatrama contemporânea”, diz. Também ganham atenção propostas que reflitam a diversidade local. “Isso é importante para um país como o Brasil, em que mais da metade da população é negra. Queremos também mais mulheres contando histórias ou dirigindo.”