Alunos de Relações Públicas promovem apresentação da Orquestra Geração Azul, da ONG ABCD Nossa Casa, como trabalho de conclusão de semestre

Aquela tarde de junho seria especial para a turma do 3o semestre de Relações Públicas. Os olhos atentos e os passos apressados que corriam pela sala anexa do centro de convenções transpareciam o nervosismo dos alunos, que não queriam deixar passar nenhum detalhe. Após cinco meses de desafios, dedicação e
muito trabalho, tinha chegado o dia em que a sala organizaria o primeiro evento da disciplina de Planejamento e Gestão de Eventos, comandada pela professora Yara Moraes. A proposta, de caráter social, era dar visibilidade aos serviços prestados pela ONG ABCD Nossa Casa para públicos de interesse. A apresentação das crianças da Orquestra de Câmara Geração Azul – uma das muitas atividades desenvolvidas pela ONG – foi a estratégia do evento. O objetivo dessa ação, além de divulgar a organização, era também atrair possíveis patrocinadores. “É o momento de unir a prática com a teoria, na produção de um evento real. Na primeira avaliação, os alunos tiveram que apresentar o projeto para o cliente, definindo o público a ser alcançado, a estratégia para atingir a divulgação, fazendo a aproximação do cliente com o ambiente acadêmico. Hoje, é a prova final”, diz Yara.

Como o projeto não poderia envolver custos, uma das tarefas era conseguir patrocínio para que a produção fosse viabilizada – do café à impressão do material, incluindo as flores entregues à plateia pelas crianças no fim da apresentação. “Evento é uma ferramenta estratégica de comunicação. Este é institucional, pois vai solidificar a imagem da empresa. A nossa proposta é que os alunos percebam que há várias frentes para atuarem no mercado, tanto internamente na organização ou como prestadores de serviços em agências e consultorias de RP. É isso que tentamos oferecer aos alunos: ter a experiência de planejar e produzir um evento com um cliente real. E o FAAP Social foi fundamental nesse processo”, explica a professora Yara.

HORA DA PRÁTICA

O primeiro passo foi dividir a sala em uma miniagência, e os alunos ocuparam seis áreas: atendimento ao cliente, planejamento, cronograma, orçamento, captação de patrocínio e mailing. Fernanda Gorski, do atendimento, ficou responsável pelos encontros e reuniões com a ONG. “O maior desafio foi o de nunca
ter certeza de como o projeto final ficaria. Por ter sido o primeiro evento, não sabíamos como agir em algumas situações. Isso deixava o projeto ainda mais desafiador”, conta. Francisco Valente, também do atendimento, conta sobre a experiência que foi desenvolver o projeto: “Dentre os vários ensinamentos, o mais importante foi aprender a escutar antes de agir. Entendi que as ações devem ser pontuais e calculadas, e não desenfreadas e ansiosas, pois podem causar obstáculos ao invés de soluções”, diz.

Matheus (de óculos, ao centro) e outras crianças da orquestra durante o evento na sala anexa do centro de convenções

Com a sala tomada pelo público, o nervosismo que se fez presente no início da tarde foi quebrado nos primeiros acordes que se ouvia dos violinos. Ao comando do maestro Renato Schneider Loyola, crianças e adolescentes executaram seis músicas – “Asa branca”, de Luiz Gonzaga, “Ode à alegria”, de Beethoven, “My way”, de Frank Sinatra, a canção tema de Piratas do Caribe, do compositor alemão Hans Zimmer, e “O trenzinho do caipira”, de Heitor Villa-Lobos. A capoeira também entrou na roda e o som do berimbau se misturou ao dos instrumentos de corda na música “O valor da capoeira”, do Mestre Burguês. “Foi muito bacana. Sempre ficamos apreensivos em relação ao desempenho dos alunos, mas foi uma apresentação muito boa, as crianças se sentiram muito bem e os alunos da FAAP foram maravilhosos. Foi um prazer e uma honra vir à FAAP participar deste evento, estão de parabéns”, elogia o maestro.

Com sensação de missão cumprida estavam também Francisco e Fernanda. “Foi gratificante ver o evento dando certo e o bem que pudemos fazer ao dar visibilidade ao trabalho de uma entidade séria e comprometida. Superou minhas expectativas e me fez ver que com um pouco de esforço sempre conseguimos o que queremos”, resume a aluna. “É uma experiência inesquecível ver seu projeto ser aprovado, concretizado e ter tido o sucesso que você tanto desejou atingir”, comemora Francisco.