Com pós-graduação em História da Arte, Gisele Kato fez do jornalismo cultural o seu caminho profissional

É impossível desassociar Gisele Kato do jornalismo cultural feito no Brasil nos últimos tempos. Ela esteve presente em 13 dos 15 anos de existência da Revista Bravo!, uma das publicações culturais mais importantes do país, e participou da criação e implementação do Arte 1, o único canal dedicado exclusivamente às artes, onde trabalha desde 2012 como editora-chefe. “É um privilégio criar algo do zero e, ao mesmo tempo, um desafio, porque o projeto precisa estar em transformação constante para se manter relevante”, diz ela, que, em busca de um conhecimento mais estruturado e sólido, fez uma pós-graduação em História da Arte na FAAP. “No jornalismo cultural, o repertório é o que faz a diferença”, explica, lembrando que até hoje recorre às apostilas do curso para buscar referências. Assim como o canal, Gisele também foi se transformando: além de apresentar programas e ir pra rua como repórter – a parte que sente mais prazer –, ela também dirige quatro atrações e participa da escolha de conteúdo da grade. “Em um país de crimes ambientais, onde as pessoas ainda morrem de fome e não têm onde morar, a arte pode parecer algo supérfluo”, diz. “Mas eu acredito que não. É por meio da arte que a gente também consegue mudar as coisas. Ela nos permite entrar em contato com outros mundos e isso instrumentaliza as pessoas a poderem sonhar os próprios sonhos”, finaliza.

01_Coletânea “Sou muito apegada a esta caixa de DVDs, que reúne todas as edições da Revista Bravo!. É uma fonte de pesquisa incrível.”

02_Porta-lápis “Este baldinho me acompanha desde a época da Bravo!. Tenho mania de ficar organizando as canetas.”

03_amuletos “Três tsurus, que representam meus três filhos; pimenta e sal grosso; e um dado, que brinco que me acalma com a ideia de confiar no acaso.”

04_Cadernos “Sou a louca da papelaria. Estou sempre com um caderno à mão. Escrevo pautas, ideias, frases, conversas. Guardo vários numa caixa.”

05_Livros “Tenho uma biblioteca em casa. Os livros estão sempre indo e voltando para a redação, dependendo da pauta.”